A Santa Casa da Misericórdia de Faro vai abrir em setembro uma residência universitária destinada a 16 alunas da Universidade do Algarve, ao abrigo de um protocolo a assinar na sexta-feira, revelou esta quinta-feira a instituição académica.

A nova residência universitária vai ajudar a “minorar as dificuldades” das estudantes deslocadas para conseguir alojamento a preços acessíveis no início do ano letivo e funcionar nas antigas instalações da Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Faro (SCMF), na urbanização do Montinho, na zona do Alto Rodes, precisou a academia.

O provedor da SCMF, José Candeias Neto, disse à agência Lusa que este protocolo de cooperação com a universidade, com assinatura marcada para as 11h00, na urbanização do Montinho, vai “alargar a ação social da Santa Casa para outras áreas” e “exigir a prestação de novos cuidados à comunidade local, numa área inovadora”, mas na qual a instituição particular de solidariedade social “está muito interessada”.

“Tivemos de investir 38.000 euros, a Câmara comparticipou com cerca de 6.000 euros e temos de investir mais dinheiro para implementar medidas de autoproteção, mas vamos ter disponíveis na residência oito quartos duplos, com uma pequena cozinha totalmente equipada, uma lavandaria também equipada, uma mesa de convívio com mesas e cadeiras, acesso à internet e uma trabalhadora para a limpeza do espaço”, adiantou o provedor.

As 16 camas vão ocupar uma ala do piso térreo onde funcionou o lar de idosos antes de ser transferido para instalações novas na Lejã de Cima, e o valor mensal a cobrar a cada estudante rondará os “200 euros, 220 no máximo”, que é o preço “praticado nas residências universitárias”, quantificou.

O reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, também falou à Lusa sobre o protocolo e disse que vão ser “disponibilizadas numa primeira fase 16 camas para alunas da Universidade do Algarve”, mas esse número “poderá depois ser alargado até 23 camas”.

“Mas, para já, são 16 camas que irão ficas disponíveis a partir de setembro”, calendarizou o reitor da UAlg, referindo que a universidade fica responsável pelo processo de admissão das estudantes e depois o processo decorre todo através da SCMF, gestora da residência.

Paulo Águas reconheceu que a UAlg “todos os anos tem pedidos de alojamento superiores à oferta” das suas 550 camas de residências universitárias e, dessas, “350 são garantidas para alunos bolseiros”.

As estudantes vão ser escolhidas para a residência da SCMF no âmbito da seleção que a universidade já faz para atribuir as suas vagas.

“Utilizaremos os mesmos critérios que utilizamos para as nossas residências e serão aquelas primeiras que não ficam nas nossas residências a ficar com essas vagas” da SCMF, precisou.