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Ministro da Defesa diz que se Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas não concordasse com medidas já tinha saído

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Cravinho desdramatizou as declarações do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas sobre a falta de pessoal e considerou "infelicidade de linguagem" a referência a "situação insustentável".

CARLOS BARROSO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Defesa desdramatizou nesta sexta-feira as declarações do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) sobre a falta de pessoal nas Forças Armadas e disse que se este não concordasse com as medidas do executivo já tinha saído.

“O CEMGFA conhece o seu papel, que reside no cumprimento das medidas [definidas]. Se ele chegasse à conclusão, que não chegou obviamente, que não pode cumprir essas medidas, então sairia. Mas não é essa a situação”, afirmou João Gomes Cravinho.

O governante falava aos jornalistas depois de o CEMGFA, numa entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, se ter queixado da falta de recursos humanos, falando de uma “situação insustentável” nas Forças Armadas, com os militares ao serviço a fazerem um “esforço tremendo”.

Já em declarações ao Diário de Notícias João Gomes Cravinho tinha lamentado a “infelicidade de linguagem” do almirante Silva Ribeiro.

“Não há lugar para dramatismos, não há razão para dramatizar. Esta não é uma situação nova [a falta de militares]. O Governo está a trabalhar nesta situação, que é complexa”, disse Gomes Cravinho, exemplificando com o plano de profissionalização, o melhoramento no recrutamento e o plano setorial para a igualdade.

Sobre o plano setorial para a igualdade, João Gomes Cravinho disse ainda: “Não podemos queixar-nos que não temos suficientes militares e esquecermos o recrutamento das mulheres”.

O ministro, que falava numa iniciativa para assinalar o Dia Nacional da Doação de Órgão e da Transplantação, na Base Aérea do Montijo, sublinhou que o papel das Forças Armadas é o “empenhamento nos planos que estão a ser trabalhados”, frisando que a falta de pessoal é uma realidade com cinco anos.

Disse ainda que é uma questão que também afeta outros países europeus, insistindo que “Portugal já encetou medidas que urgem ser implementadas”.

“Em vez de nos preocuparmos em lastimarmo-nos devemos é deitar mãos à obra”, disse Gomes Cravinho, sublinhando que estes são assuntos que têm sido discutidos “nos fóruns próprios” pela tutela.

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