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Urgências

Afluência às urgências subiu e Governo continua sem conseguir cumpri meta traçada em 2015

De acordo com dados do Portal do SNS, entre 2017 e 2018 registaram-se mais 47 mil idas às urgências que no ano anterior. Ministério da Saúde continua sem alcançar a redução de 3,5%

LUSA

Ainda não foi desta que o Ministério da Saúde alcançou a redução gradual do número de atendimentos nas urgências hospitalares, algo que descreve como sendo mau indicador de utilização do SNS. De acordo com dados de monitorização dos serviços de urgência do Portal do SNS, que foram analisados pelo Jornal de Notícias, o número dessas utilizações voltou a aumentar em 2018, mesmo tendo em conta que houve uma aumento no número de médicos de família, mais camas de cuidados continuados e maior utilização da linha SNS24.

No total registaram-se 6,36 milhões de atendimentos nas urgências dos hospitais portugueses, mais 47 mil que no ano anterior, valor que mantém afastado o objetivo estipulado pelo então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que no início da legislatura anunciou que queria reduzir em 3,5% o numero de urgências hospitalares, diminuição que resultaria numa poupança anual de 48 milhões de euros.

A meta, porém, está longe de ser alcançada, já que desde 2015 que não há uma redução maior que 1,5% — entre 2015 e 2016 houve um aumento de 1,4%, de 2016 para 17 reduziu 1,4% e desse ano para o seguinte, 2018, registou-se um aumento 0,75 pontos percentuais. Tudo isto, não esquecer, em anos de atividade gripal média ou reduzida. Sobre este aumento o Ministério da Saúde limitou-se a destacar que de janeiro a maio deste ano de 2019 houve um decréscimo de utilização na ordem dos 0,5% face ao período homólogo. Acredita-se que este aumento de afluência esteja ligado a motivos tão variados como o facto de existirem muitos médicos de família assoberbados com de trabalho e com pouco tempo para a doença aguda, a falta de articulação entre entre cuidados primários e hospitalares bem como outras questões sociais e culturais.

Olhando para os dados percebe-se que as falsas urgências continuam a ser um problema grave: do total de 6365 476 “urgências” registadas em 2018, 41,8% foram pulseiras verdes, azuis ou brancas. Só 8,1% de todas as urgências resultaram em internamentos. Percebe-se também que o mês de novembro foi aquele onde houve mais procura, havendo um aumento na procura de 14% face ao período homólogo (em fevereiro foi de 13%, janeiro com 7% e agosto com 5%).

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