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Reino Unido

Londres aconselha navios britânicos a evitar estreito de Ormuz depois de captura

O aviso foi feito pelo Governo britânico e surge depois de dois petroleiros terem sido apreendidos pela Guarda Revolucionária iraniana. Medida é de cariz provisório.

JAN VERHOOG / MARINETRAFFIC.COM/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Reino Unido recomendou que os navios britânicos permaneçam “fora da zona” do estreito de Ormuz durante um “período provisório”, depois da captura de um petroleiro por parte das autoridades iranianas, de acordo com o Governo britânico.

“Estamos profundamente preocupados pelas ações inaceitáveis do Irão, que constituem um desafio evidente à liberdade de navegação internacional. Aconselhámos os navios britânicos a permanecer fora da zona por um período provisório”, afirmou hoje um porta-voz do Governo britânico, em comunicado citado pela AFP.

O Irão capturou um petroleiro britânico ao largo de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, mas diz que o arresto se deveu a um choque “com um barco de pesca”, de acordo com as autoridades locais citadas pela agência Efe.

“O petroleiro chocou com um barco de pesca durante a sua rota e depois desse incidente era necessário perceber os motivos”, justificou Alahmorad Afifipur, diretor da Organização de Portos e Navegação da província iraniana de Hormozgan.

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o navio foi capturado por não estar a cumprir com as “leis marítimas internacionais”, de acordo com Associated Press (AP).

O navio Stena Impero, de pavilhão britânico, está no porto de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, com os 23 tripulantes no seu interior por motivos de segurança, de acordo com os responsáveis iranianos.

De acordo com a navegadora Stena Bulk, proprietária do petroleiro, o contacto com a embarcação foi perdido pelas 15:00 de sexta-feira, depois de receber um aviso de que várias embarcações e um helicóptero se aproximavam do Stena Impero em águas internacionais.

Outro petroleiro, o Mesdar, de pavilhão libanês e propriedade da navegadora britânica Norbulk, foi também brevemente capturado na sexta-feira no estreito de Ormuz, mas já prosseguiu viagem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, tinha advertido esta sexta-feira para “graves consequências” se a situação não se resolver rapidamente, ainda que não esteja a considerar opções militares nesse campo.

Estes incidentes ocorreram no mesmo dia em que o Tribunal Supremo de Gibraltar, dependência britânica no sul da Península Ibérica, estendeu por 30 dias o período de detenção do petroleiro iraniano Grace 1.

O navio foi intercetado e abordado no dia 04 de julho ao largo da costa de Gibraltar devido às suspeitas de que transportaria crude para uma refinaria na Síria, país sujeito a sanções da União Europeia, mas as autoridades iranianas negaram que se dirigia ao país árabe.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, qualificou o sucedido de “ato de pirataria” e advertiu que o seu país iria responder “no momento apropriado” ao Reino Unido.

O estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é local de passagem de um quinto das exportações de petróleo mundiais.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um navio de guerra norte-americano destruiu um drone iraniano no estreito de Ormuz.

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