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Para que servem caixas de duas velocidades nos eléctricos?

A ZF, uma das mais prestigiadas empresas a desenvolver e a fornecer transmissões para os construtores de automóveis apresentou uma nova caixa com 2 velocidades, projectada para veículos eléctricos.

Os veículos 100% eléctricos, a bateria, já estão há tempo suficiente entre nós para nos termos habituado a algumas das suas especificidades. E uma delas passa pelo facto de montarem apenas uma caixa de uma velocidade – na realidade, é apenas uma redutora -, pela simples razão que este tipo de locomoção não enferma de algumas limitações que os modelos a combustão precisam de superar. A ZF, uma das mais prestigiadas empresas em matéria de caixas de velocidades, vem provar que não tem de ser sempre assim tão simples. E que “complicar” também pode ser bastante simples, com a vantagem acrescida de oferecer ainda mais trunfos para os veículos com motor eléctrico.

Mas, antes disso, convém perceber por que razão os blocos térmicos chegam a ter acopladas caixas de nove velocidades e até mais, enquanto a maior parte dos eléctricos que por aí andam lidam sem problemas com uma única relação. Isso acontece porque, nos motores a combustão, a gama ideal para combinar eficiência com potência e prazer de utilização é muito mais estreita do que numa unidade eléctrica, já que aqueles se limitam a funcionar na zona óptima entre as  3.000 a 5.000 rpm, num motor a gasolina, daí a necessidade de passar caixa para manter o veículo no regime mais indicado, face às condições da condução. Esta necessidade foi reforçada ainda mais por outra necessidade recente, que visa diminuir os consumos e, com eles, as emissões, montando caixas com mais mudanças e mais compridas, apenas para reduzir o consumo em auto-estrada a ritmo constante (e baixo).

Nada disto acontece nas motorizações eléctricas, basicamente porque estas disponibilizam praticamente o binário máximo da rotação de 0 às 20.000 rpm, o máximo que em média atingem. Por outro lado, num veículo eléctrico, a amplitude de rotações  não compromete tanto a eficiência como num veículo convencional, sendo que para “esticar” a autonomia os fabricantes optam simplesmente por limitar a velocidade máxima.

Então, se tudo funciona tão bem apenas com uma velocidade, qual a necessidade de somar mais outra? Porque nem todos os eléctricos visam exclusivamente chegar mais longe, pois há os que também fazem questão em ser mais rápidos e velozes, a ZF preocupou-se em desenvolver uma solução que respondesse a todas estas expectativas.

A companhia alemã apresentou um novo sistema de propulsão eléctrica modular, composto por eixos independentes, com motor eléctrico integrado e caixa de duas relações. Em princípio, uma velocidade será mais curta para favorecer a rapidez no arranque e a segunda mais longa, em prol de uma maior velocidade de ponta, ou mais autonomia a um ritmo mais contido. Segundo a ZF, esta nova caixa de duas velocidades está apta a funcionar em motores de até 250 kW (340 cv), garantindo até mais 5% de eficiência do que uma caixa de uma relação, em contexto real de utilização. Os germânicos sublinham que, no entanto, continua a tratar-se de um componente compacto e muito leve.

De recordar que a Rimac já recorre a este expediente no Concept_Two e que, depois de a Porsche ter adquirido 10% da companhia croata, também o Taycan vai montar uma caixa de duas velocidades. Do lado da ZF, está visto que, para já, o fabricante de transmissões concentra-se no segmento do mercado onde está o volume, ou seja, nos modelos que usufruem de potências até 340 cv, se recorrerem apenas a um eixo motriz, ou a 680 cv se montarem dois motores, um por eixo.

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