A deputada escocesa Jo Swinson foi esta segunda-feira anunciada a vencedora da eleição para a liderança do partido dos Liberais Democratas, derrotando Ed Davey.

Graças ao sistema de voto eletrónico, o resultado foi anunciado apenas três horas após o encerramento das urnas e numa eleição em que votaram mais de 47 mil entre um total de 107 mil militantes.

A atual vice-líder do partido, Jo Swinson, deputada de 39 anos que representa o círculo de East Dunbartonshire, na Escócia, era considerada a favorita e é a primeira mulher a ocupar estas funções.

Aderiu ao partido quando tinha 17 anos e foi eleita deputada pela primeira vez em 2005, perdeu o assento em 2015, mas recuperou-o de novo em 2017.

Num discurso após o anúncio, Swinson manifestou-se “honrada” pela escolha para “liderar e fazer crescer e abrir o movimento liberal” que, disse, o Reino Unido “precisa tanto”, vincando “o liberalismo está vivo e a crescer”.

Castigados eleitoralmente após terem feito parte de um governo de coligação com o partido Conservador, entre 2010 e 2015, os Liberais Democratas estão reduzidos a 12 deputados, tendo o antigo líder Nick Clegg inclusivamente perdido o assento nas legislativas de 2017.

Porém, o protagonismo que o partido ganhou na contestação ao ‘Brexit’ e ao acordo de saída negociado pelo governo impulsionou de novo a popularidade, resultando numa vitória das eleições locais, em maio, e num segundo lugar nas eleições europeias, à frente do partido Trabalhista.

A sucessora de Vince Cable acusou os dois principais partidos, o Conservador e o Trabalhista, de falharem perante as ameaças do nacionalismo, do populismo e da “catástrofe” do Brexit.

“O nosso partido tem sido claro sobre o ‘Brexit’ desde o primeiro dia: nós acreditamos que o melhor futuro do Reino Unido é enquanto membros da União Europeia e é por isso que, enquanto vossa líder, vou fazer o que for preciso para parar o ‘Brexit'”, prometeu.

Um barómetro realizado pelo instituto de sondagens YouGov na semana passada colocava os Liberais Democratas em terceiro lugar nas intenções de voto, com 20%, apenas um ponto abaixo do partido Trabalhista (21%) e do partido Conservador (25%).