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Angola

FocusEconomics prevê estagnação económica em Angola este ano

Segundo a FocusEconomics, o crescimento angolano estará em baixa devido ao aumento das importações e da queda do setor petrolífero. Em 2020, prevê-se um aumento de 1,6% do PIB.

A economia "parece ter perdido fôlego de forma significativa no primeiro trimestre"

Ampe Rogério/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A consultora FocusEconomics reviu em baixa a previsão de crescimento para Angola, antecipando uma estagnação económica e considerando “cada vez mais improvável que o país recupere este ano da prolongada recessão” devido à evolução do setor petrolífero.

“Parece cada vez mais improvável que a economia de Angola consiga recuperar de uma prolongada recessão este ano; a crónica dependência do setor petrolífero vai pesar no crescimento, num contexto de queda do consumo interno e preços globais do petróleo incertos”, escrevem os analistas da FocusEconomics no mais recente relatório sobre as economias africanas.

No relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, a consultora espanhola diz esperar “que o PIB registe um crescimento zero este ano, menos 0,2 pontos percentuais do que a estimativa do mês passado”, e que em 2020 a economia regresse ao crescimento, com uma expansão de 1,6% do PIB.

A economia, afirmam, “parece ter perdido fôlego de forma significativa no primeiro trimestre, devido à deterioração no setor do petróleo”, lembrando que “a produção de petróleo continuou a cair nos primeiros três meses, mais do que compensando os preços mais altos do crude a nível mundial”.

O mesmo aconteceu com as exportações, que “consequentemente contraíram-se de forma notável, o que, juntamente com o aumento das importações, quase que apagou por completo o excedente da balança corrente no primeiro trimestre”.

Assim, concluem, “o quadro parece ter continuado sombrio”. Com a atividade nos setores petrolífero e não petrolífero em queda, “a atividade afundou-se ainda mais em território negativo em abril, indiciando uma deterioração da dinâmica no princípio do trimestre”, conclui a FocusEconomics.

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