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Inglaterra

Secretário de Estado britânico demite-se para não ter de trabalhar com Boris Johnson no governo

Alan Duncan invocou incompatibilidade com Boris Johnson enquanto potencial sucessor de Theresa May. Mais de 12 membros do governo podem demitir-se caso Johnson ganhe a liderança do partido.

Duncan trabalhou com Boris Johnson quando este foi ministro dos Negócios Estrangeiros

Andre Pichette/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Alan Duncan, apresentou esta segunda-feira a demissão de funções, invocando incompatibilidade com Boris Johnson enquanto potencial sucessor da primeira-ministra, Theresa May.

“O Reino Unido faz tantas coisas boas no mundo. É trágico que justamente quando poderíamos ter sido a força intelectual e política dominante em toda a Europa e mais além, tenhamos tido de passar todos os dias a trabalhar sob a nuvem negra do ‘Brexit'”, lamentou, na carta de demissão publicada na rede social Twitter.

Apesar de ter trabalhado com Boris Johnson quando este foi ministro dos Negócios Estrangeiros, Duncan tornou-se um crítico feroz do colega conservador, nomeadamente quando este recusou defender o antigo embaixador britânico nos EUA Kim Darroch após a publicação de um telegrama confidencial em que o diplomata criticava a administração do presidente Donald Trump.

“A falta de consideração por Sir Kim e a recusa em apoiá-lo foi bastante desprezível e também não teve em conta os melhores interesses do país que ele está a tentar liderar”, afirmou na altura.

Duncan é o primeiro a demitir-se de vários membros do governo que já deram a conhecer a indisponibilidade para servir sob Boris Johnson, nomeadamente o ministro das Finanças britânico, e o ministro da Justiça, David Gauke.

Na semana passada, Margot James deixou as funções de secretária de Estado da Cultura após ter contrariado a orientação do voto do governo e apoiado uma monção no parlamento para dificultar a suspensão do parlamento em outubro, uma hipótese que Johnson não descartou como via para forçar um ‘Brexit’ sem acordo.

O The Sun noticiou na semana passada que mais de 12 de membros do governo poderão demitir-se se Boris Johnson ganhar a eleição interna para a liderança do partido Conservador, na qual é considerado o favorito, contra o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt.

Os cerca de 160 mil militantes do partido têm até às 16h00 (mesma hora em Lisboa) para fazer chegar o voto postal, após o que será iniciado o processo de contagem dos boletins.

O nome do vencedor será anunciado na terça-feira de manhã, mas só deverá assumir as funções de primeiro-ministro após a demissão formal de Theresa May, na tarde de quarta-feira.

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