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Mais de 70% dos cabo-verdianos têm telemóvel e acesso à internet bate recorde

Número é o menor desde 2016. O inquérito também estima que 81,8% dos agregados familiares cabo-verdianos têm pelo menos um aparelho de televisão, enquanto o uso de telefone fixo e rádio cai.

Estudo aponta que nos últimos cinco anos a proporção de agregados familiares com acesso à internet em casa aumentou "consideravelmente", equivalente a 37,9%. Em 2014, a incidência do acesso à internet era de apenas 32,2% da população

JOAO RELVAS/LUSA

O número de cabo-verdianos com acesso a telemóvel atingiu em 2018 mínimos dos últimos três anos, com mais de 70% da população a ter pelo menos um equipamento, enquanto o acesso à internet é cada vez mais generalizado.

Os dados constam do relatório IMC sobre o acesso e utilização das tecnologias de informação e comunicação, relativo a 2018, agora concluído pelo INE e ao qual a Lusa teve acesso nesta terça-feira.

O IMC 2018 estima que 70,4% dos indivíduos com idade igual ou superior a 10 anos de idade possuíam, no final do ano passado, um telemóvel. Em 2014, esse registo foi de 65,1%, chegando aos 72,4% em 2016 e aos 74,2% no ano seguinte.

Por outro lado, o inquérito realça que quase um quarto (22,1%) das crianças cabo-verdianas com idade compreendida entre os 10 e os 14 anos possuíam, no final de 2018, um telemóvel pessoal.

Já o acesso ao telefone fixo acentuou as quebras no último ano, estando presente, segundo o levantamento do INE, em apenas 20,7% dos agregados familiares em Cabo Verde.

“O telefone fixo vem caindo em desuso com o passar dos anos”, reconhece o estudo, ao assinalar que entre 2014 e 2018 a proporção dos agregados familiares que possuíam telefone fixo sofreu um decréscimo de 10,3 pontos percentuais.

O IMC 2018 refere ainda que 37% dos agregados familiares em Cabo Verde possuíam pelo menos um computador (incluindo equipamentos portáteis). Contudo, este número é muito superior no seio da população urbana, com um peso de 45,8%, contra os 17,3% de incidência no meio rural.

Dos 156.582 agregados familiares estimados pelo IMC 2018, o INE projeta ainda que 70,1% das famílias cabo-verdianas têm acesso à internet em casa. Globalmente, o estudo aponta que nos últimos cinco anos a proporção de agregados familiares com acesso à internet em casa aumentou “consideravelmente”, equivalente a 37,9 pontos percentuais. Em 2014, a incidência do acesso à Internet era de apenas 32,2% da população.

O estudo refere que o principal meio de acesso à Internet, em casa, é o telemóvel, equivalente a 67,8% dos agregados familiares. Os restantes serviços de acesso à Internet “apresentam valores pouco expressivos”. Nomeadamente, 9,2% das famílias recorrem a placa 3G, 7,3% ao serviço ADSL e 1,9% através de praças digitais.

É ainda referido que 0,6% das famílias cabo-verdianas acedem à internet “através da rede do vizinho”.

Os cabo-verdianos que utilizam a internet fazem-no na sua maioria (71,6%) todos os dias e mais de metade (57,1%) despendem um tempo igual ou superior a cinco horas semanais.

No sentido oposto, a maior parte (54,2%) dos indivíduos com mais de 10 anos que não acedem à internet assumiram que não a sabem usar, como justificação.

Televisão e rádio. Dos 156.582 agregados familiares estimados pelo IMC 2018, o INE projeta que 46,4% possuíam um aparelho de rádio, percentagem que é maior nos agregados urbanos (50,1%), contra os 38,3% dos agregados do meio rural.

Os dados dos últimos anos, refere ainda o estudo, “mostram que a posse de rádio nos agregados familiares tem sido cada vez menos frequente”, tendo descido 16 pontos percentuais entre 2010 e 2018.

O inquérito estima ainda que 81,8% dos agregados familiares cabo-verdianos possuíam pelo menos um aparelho de televisão. Esta incidência é maior no meio urbano, com 86,0%, face ao meio rural, que apresenta uma percentagem de 72,2%.

Já o acesso à televisão multicanal, por assinatura, cabo ou via satélite, “é um privilégio para 23,5% das famílias cabo-verdianas”, lê-se no mesmo relatório.

A posse de televisão e o acesso à televisão multicanal nos agregados cabo-verdianos apresenta tendência crescente nos últimos cinco anos, de acordo com o mesmo relatório, subindo, respetivamente, 4,4 e 14,1 pontos percentuais.

Para o IMC de 2018, segundo o INE, foi utilizada uma amostra de 9.918 agregados familiares, selecionados de forma aleatória e independente dentro de cada concelho do país, respeitando a representatividade a nível nacional, por meio de residência e concelho, traduzindo-se num total de 543.492 indivíduos distribuídos em 156.582 agregados familiares, a nível nacional.

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