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Economia

Novo contrato de concessão com Estado é “histórico” para região, diz presidente da Águas do Algarve

Concessão permitirá à empresa realizar um plano de manutenção de infraestruturas, garantir a contenção de custos na cobrança de tarifas e manter padrões ambientais de qualidade da água.

Joaquim Peres, presidente da empresa, sublinhou que está em causa “não só o consumo de água, mas também a situação turística”

LUÍS FORRA/LUSA

O novo contrato de concessão que junta o abastecimento de água e o saneamento no Algarve, até 2048, é um momento “histórico” e “importante” para o desenvolvimento económico da região, considerou nesta terça-feira o presidente da Águas do Algarve.

Segundo disse à Lusa Joaquim Peres, o contrato de concessão por 30 anos com o Estado português, que vai ser assinado na quarta-feira, em Faro, permitirá à empresa realizar um plano de manutenção de infraestruturas, garantir a contenção de custos na cobrança de tarifas e manter padrões ambientais de qualidade da água.

“Se nos lembrarmos do que era o Algarve há 15 anos, quando muitas vezes, a meio da tarde, rodávamos a torneira e dali não saía coisa nenhuma, e que a qualidade da água que saía era de uma qualidade duvidosa e às vezes mesmo imprestável, hoje é impensável que essa situação possa acontecer”, afirmou.

Esta alteração verificada na qualidade e no abastecimento de água na região só foi possível, segundo o presidente da Águas do Algarve, devido “à coragem que os municípios tiveram de, em conjunto, tentar resolver esta situação”, partindo para a criação da empresa, que foi depois “fundamental” nessa estratégia.

“Estendendo a concessão até 2048, e ficando nesse contrato o abastecimento e o tratamento, portanto, o saneamento, julgo que é um passo muito importante para o desenvolvimento da região, para a economia da região e para a credibilidade que a região pode ter no exterior”, argumentou.

Joaquim Peres sublinhou que está em causa “não só o consumo de água, mas também a situação turística”, porque a “necessidade de manter as praias com bandeiras azuis e douradas é extraordinariamente importante” para uma das principais atividades económica da região e do país.

“E há outra componente importante para a economia, que é a situação dos viveiristas ou dos mariscadores, porque fazendo da apanha de bivalves o seu modo de vida, é necessário que a água tenha qualidade e que não venha a deteriorar a qualidade desse mesmo alimento”, apontou.

O presidente da Águas do Algarve – que assegura o abastecimento aos 16 municípios do distrito de Faro – adiantou que vai ser possível “manter e conservar as infraestruturas instaladas” com base neste contrato, a assinar na quarta-feira, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

“É preciso ter em atenção que algumas [infraestruturas] já têm uma idade muito grande. Já temos construídas todas as grandes infraestruturas, mas agora é preciso manter aquilo que já está feito e há um plano de investimentos extraordinariamente interessante para desenvolver ao longo destes anos”, precisou.

A mesma fonte apontou também “a necessidade de conter custos no que tem a ver com aquilo que é a tarifa da água” e garantiu que “ao longo destes anos, até 2028, a tarifa da água não sofre alteração”.

“Nem da água, nem do saneamento. Há aqui uma garantia de estabilidade que é extraordinariamente importante para os municípios e para as pessoas que cá habitam, no sentido de saber que, para além daquilo que é a inflação e os aumentos naturais, não haverá aumento de tarifas ao longo deste tempo”, concluiu.

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