O novo Campus da Defesa, na Ajuda, em Lisboa, vai ser um projeto “financeiramente neutro”, uma vez que será financiado com a venda da atual sede do ministério, no Restelo, revelou esta quarta-feira o ministro João Gomes Cravinho.

João Gomes Cravinho anunciou estes e outros aspetos do novo Campus da Defesa na cerimónia pública de apresentação do projeto para a infraestrutura que vai nascer no antigo Regimento de Lanceiros 2, entre a Ajuda e Belém, em Lisboa, perto do atual Ministério da Defesa Nacional, no Restelo, e cujo concurso de ideias foi hoje lançado.

Antecipando que o novo Campus da Defesa, que vai concentrar todos os serviços do ministério no mesmo local, deverá estar pronto em “quatro a cinco anos”, Gomes Cravinho defendeu que o projeto deve ser considerado “como um projeto de interesse nacional”.

“Este é um processo que herdámos dos nossos antecessores [ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes], mas no qual nos revemos e com o qual estamos profundamente comprometidos”, afirmou, considerando que este é um projeto que “deve ser entendido como um projeto de interesse nacional”.

Segundo o ministro da tutela, o projeto, que vai concentrar todos os serviços da Defesa Nacional, é “financeiramente neutro, já que o novo campus será totalmente financiado pela alienação do atual edifício onde se encontra instalado o Ministério da Defesa e o Estado Maior-General das Forças Armadas”.

“Considero ter sido muito afortunado por ter podido herdar algum trabalho já feito, por ter podido dar continuidade a esse trabalho e dizer-vos que é com a maior expectativa que espero algum dia poder ver realizada esta ambição. O nosso calendário prevê quatro a cinco anos”, adiantou.

O novo edifício que vai nascer nas instalações históricas do Regimento de Lanceiros terá, segundo Gomes Cravinho, “todas as condições para o trabalho de centenas de pessoas que dão corpo e alma à nossa Defesa Nacional” e pretende ser uma “estrutura polivalente, moderna e condigna de um ministério de soberania”.

“O objetivo é dotar o Ministério da Defesa Nacional, as suas estruturas e os seus funcionário de um espaço funcional e moderno, com as melhores condições de trabalho, perfeitamente integrado com a memória do edifício histórico que o acolherá, e em harmonia com a comunidade e o espaço em que se insere, com especial atenção às questões ambientais”, sintetizou.

Assim, o objetivo de Gomes Cravinho é que a “nova sede da Defesa Nacional seja um modelo a seguir por toda a Administração Pública”.

As propostas que agora serão entregues para avaliação pelo júri devem respeitar princípios de sustentabilidade e eficiência energética do edifício e “soluções de conciliação da vida profissional e pessoal, que valorizem as pessoas”, para além de salvaguardarem “a exigência de segurança específica da Defesa Nacional”.

Antes dos discursos — para além de Gomes Cravinho usou da palavra Artur Santos Silva, escolhido para ser o presidente do júri do concurso por Azeredo Lopes — foi visualizado um vídeo de apresentação do projeto, com imagens da cerimónia de apresentação, realizada em abril de 2018, pelo então ministro.

De acordo com esse vídeo, as instalações renovadas vão albergar 1300 colaboradores, tendo disponíveis 500 gabinetes e 40 salas de reuniões.

Uma creche, um minimercado, restaurantes e ginásio são outras das valências que terá o novo edifício, que vai disponibilizar 700 lugares de estacionamento subterrâneos.