O deputado social-democrata Duarte Marques disse esta quinta-feira que não foi contactado oficialmente sobre a sua integração na lista de candidatos por Santarém e que “a única coisa que sabe” é que irá fazer campanha pelo PSD.

Questionado pela Lusa sobre a polémica em torno da inclusão do seu nome na lista de candidatos do PSD por Santarém às eleições legislativas de 6 de outubro, Marques afirmou que “até dia 30”, quando se reúne a Comissão Política Nacional do PSD para aprovação das listas, não fará declarações, por entender que a discussão deve ser interna e não feita na praça pública.  “A única coisa que sei é que, vá em último, em primeiro, em terceiro ou em lugar nenhum, irei fazer campanha pelo meu partido”, declarou, assegurando não ter sido contactado oficialmente sobre a indicação do seu nome pela direção nacional.

Sobre as declarações do presidente da distrital de Santarém, de que a imposição do seu nome pela direção nacional decorre de uma “cunha” de Nuno Morais Sarmento e que não preenche os requisitos de possuir experiência profissional fora da política e de renovação das listas, Duarte Marques disse escusar-se a usar “um estilo que em Portugal costuma ser usado por Eduardo Cabrita [ministro da Administração Interna] para falar sobre companheiros do mesmo partido”.

O presidente da distrital de Santarém do PSD, João Moura, disse esta quinta-feira à Lusa confiar que a Comissão Política Nacional irá, na reunião de terça-feira, mudar a decisão de retirar da lista do distrito o nome indicado pela concelhia de Santarém para manter o atual deputado Duarte Marques. João Moura confirmou que a reunião realizada na quarta-feira com o secretário-geral do partido, José Silvano, e na qual esteve presente Nuno Morais Sarmento, foi “crispada”, já que o presidente da concelhia de Santarém (e presidente da Câmara), Ricardo Gonçalves, reagiu mal à retirada do nome do advogado Ramiro Matos da lista de candidatos do distrito às legislativas de 6 de outubro.