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Audi

A4: pequenas alterações dão-lhe nova vida

Depois de quatro anos no mercado, a Audi concluiu que era chegada a altura de refrescar o A4, o seu modelo mais importante. Retoques estéticos, novas mecânicas e mais equipamento são os trunfos.

Sensivelmente a meio do seu ciclo de vida, era esperado que a Audi reformulasse o A4, o seu modelo mais importante em matéria de vendas e rentabilidade. O primeiro objectivo foi refrescar a estética, tornando-a mais actual e desportiva, sem comprometer o estatuto de berlina familiar. A grelha single frame está mais estilizada, formando um conjunto agradável com os novos faróis, que são de LED em todas as versões. Os estilistas presentes na apresentação do renovado modelo afirmaram que tudo na carroçaria é novo, à excepção das tampas do motor e da bagageira, além do tejadilho, e a verdade é que os alargamentos dos guarda-lamas dão um ar mais musculado.

À frente é ainda possível encontrar um pára-choques com aberturas mais rasgadas, para deixar entrar o ar destinado a arrefecer e alimentar a mecânica, com as versão S4 a exibirem ainda um “lábio” inferior, que nos garantiram “reforçar a eficácia a alta velocidade”, para na junção entre a frente e o capot do motor existir agora uma entrada de ar horizontal adicional, que faz lembrar os antigos Audi Quattro dos ralis. Na retaguarda, o destaque vai para o embelezador que parece um extractor de ar, que agora é mais evidente, reforçando a tónica desportiva do modelo.

Por dentro? A mesma qualidade e mais equipamento

O A4 sempre figurou entre os veículos com melhor qualidade de construção do segmento, pelo que neste aspecto não havia muito mais a fazer. Contudo, os veículos modernos distinguem-se por oferecer mais soluções, especialmente ao nível da conectividade, controlada através do também renovado interface MMI, que pode ser comandado através de voz. A curiosidade está no facto de o sistema reconhecer a linguagem oralizada que usamos no dia-a-dia, em vez das frases mais rígidas a que outros voice control obrigam.

Há mais sistemas de ajuda à condução, mas infelizmente ainda não o lane centering, que permite rodar em auto-estrada com o veículo ao centro da faixa de rodagem. A Audi compensa com o cruise control adaptativo, que regula a velocidade em função do carro da frente e, sobretudo, com os serviços proporcionados pelo car-to-x, ou seja, a ligação do veículo às infra-estruturas. Isto permite-lhe, por exemplo, quando está a utilizar o sistema de navegação, que o condutor saiba que se aproxima uma curva perigosa, adaptando a velocidade em consonância, recolhendo ainda informações dos sinais de trânsito e dos semáforos, para reduzir a probabilidade de “passar” um vermelho por distracção.

E qual a oferta de motores?

O novo A4 oferece motores a gasolina e a gasóleo, sendo que a oferta diesel arranca com um motor que não vai estar disponível entre nós. Trata-se do 2.0 TDI de 136 cv, cujo diferencial de preço era tão diminuto face à nova versão de 163 cv que, segundo um responsável da SIVA, “é preferível não propor aos condutores nacionais”. A versão de 163 cv, que anima o A4 35 TDI e que tivemos oportunidade de conduzir, revelou-se agradável e potente, respondendo bem ao acelerador, como o provam os anunciados 228 km/h de velocidade máxima e os 8,2 segundos de 0-100 km/h. Ficámos, contudo, mais impressionados por conseguir rodar em ritmo de passeio com médias inferiores a 5 litros, com cerca de 0,3 l/100 km a serem conseguidos pelo sistema híbrido ligeiro a 12V, que corta 0,3 litros no consumo.

Ainda a gasóleo surge outra versão do 2.0 TDI, agora com 190 cv, ao serviço do A4 40 TDI, com o mais possante dos modelos da gama, o S4, a estar disponível na versão berlina de quatro portas e carrinha Avant. Monta o 3.0 V6 TDI com 347 cv e uns impressionantes 700 Nm de binário, força mais que suficiente para qualquer situação, confirmada pela capacidade de ir de 0 a 100 km/h em somente 4,2 segundos. Conduzimos igualmente esta unidade, montada numa carrinha Avant que, como todos os novos A4, passa apenas a ser comercializada com caixa automática (S-Tronic nos 4 cilindros e Triptronic nos 6), dado o desaparecimento das caixas manuais. Também neste caso, quando não abusávamos do acelerador, o S4 mostrou-se disposto a não ultrapassar em muito os 6 litros de média, valor conseguido com a ajuda do sistema mild hybrid (MHEV) a 48V com que está equipado que, segundo os técnicos da marca, permite ganhar 0,4 litros/100 km.

As ofertas a gasolina não são muito populares neste segmento, sobretudo junto dos clientes empresariais, o que não implica que a SIVA as coloque de lado, fornecendo-as eventualmente sob encomenda.

Quando chega a Portugal?

Os novos Audi A4, berlina e Avant, vão chegar ao mercado português em Setembro, todos eles com sistema MHEV a 12V nos motores de quatro cilindros e a 48V nos seis cilindros, como já acontece nos A6. Preços ainda não são conhecidos, mas num segmento tão competitivo quanto este não é de esperar grandes incrementos, pois a concorrência da BMW e Mercedes aperta.

Mais tarde, no 4º trimestre, será a vez do mercado acolher a versão mais aventureira da família, a Allroad, que se caracteriza por ter uma suspensão com maior altura ao solo (2,3 cm), oferecendo ainda amortecimento controlado. Os níveis de equipamento mudam de denominações, sendo o mais acessível conhecido por Base, a que se segue o Advance e o S-Line, que se caracteriza pelas jantes de 18” e suspensão desportiva. Na fase de lançamento, na primeira metade de Setembro, a SIVA vai propor a versão Edition One, com poucas unidades e criada com base no S-Line.

O novo Audi A4 vai oferecer as opções on demand inicialmente criadas para os veículos eléctricos, que permitem que os clientes possam subscrever através da app My Audi os serviços que desejam. Os períodos desta subscrição são limitados, podendo oscilar entre um dia, um mês ou um ano, incluindo a possibilidade de o veículo se preparar para a curva mais fechada que se aproxima, ou o sinal vermelho que nos espera lá à frente. Isto quando este tipo de serviços estiver disponível entre nós.

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