O agente Fran apareceu várias vezes em televisões à volta do mundo. Era um dos protagonistas do programa “Border Control” da Discovery Max, no qual fazia demonstrações sobre o trabalho que realizava na alfândega do Aeroporto de Madrid-Barajas Adolfo Suárez. Agora, foi acusado de deixar passar mais de 200 quilos de cocaína.

O guarda civil estava inserido num cartel colombiano dedicado ao tráfico de droga. Segundo relata o La Vanguardia, a notícia surpreendeu os colegas de Fran, que o descrevem como um dos agentes mais duros do corpo em que estava inserido. No entanto, a sua postura profissional transformou-se depois de ter recebido uma “proposta irrecusável”.

Segundo o El Mundo, pouco tempo depois de se separar, Fran conheceu uma mulher colombiana com quem manteve uma relação. Foi através dela que o guarda chegou até pessoas pertencentes ao mundo da droga que, depois de se aperceberem de que Fran trabalhava no controlo alfandegário, fizeram-lhe uma proposta. O guarda civil acabou por se tornar o elo de ligação entre grupos organizados de tráfico de droga.

O trabalho de Fran era simples. O cartel colombiano enviava malas para Madrid em nome de passageiros que não chegavam a entrar no avião. Fran ia recolher essas malas, algo que não levantava suspeitas já que era ele o chefe do turno de fiscalizadores. Depois disso, só tinha de ir entregar a mala a um outro passageiro, para que este a pudesse levar ao seu destino. A droga nunca era detetada pois Fran acompanhava o traficante pelos diversos postos de segurança, para que não tivesse qualquer problema em passar por eles.

Só quando o Orgão para o Controlo de Drogas (DEA) dos Estados Unidos da América alertou as autoridades para o envolvimento de Fran no tráfico é que o esquema foi descoberto. O guarda givil foi preso e está acusado não apenas de tráfico de droga mas também de obstrução à justiça.