Sergio Marchionne, o gestor que começou por salvar da falência a Fiat SpA (então, grupo Fiat) em 2004, para depois fazer o mesmo com a Chrysler, criando a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), permaneceu aos comandos deste que é o 8º maior  grupo automóvel do mundo até Julho de 2018. Viria a falecer, em Zurique, dia 25 desse mesmo mês, na sequência da operação a um tumor maligno no ombro. Mas o seu legado permanece vivo. Tanto que o presidente da FCA, John Elkann, fez questão de recordá-lo publicamente, um ano volvido após o falecimento do executivo italo-canadiano.

O exemplo que ele nos deu permanece forte e vivo em todos nós. Os valores humanos de responsabilidade e abertura, de que sempre foi o mais fervoroso defensor, continuam a viver em todas as nossas empresas. A cultura de excelência, tanto nos resultados como no modo como são alcançados, é parte integrante de cada uma delas”, declarou Elkann.

O presidente da FCA prossegue o elogio: “Estar-lhe-emos eternamente gratos por nos mostrar, com o seu exemplo, que a única coisa que realmente importa é nunca nos contentarmos com a mediocridade, lutando para mudar as coisas para melhor, para benefício da sociedade e do futuro, nunca para benefício próprio.”

Sergio Marchionne, recordado por Elkmann como “o líder esclarecido”, “o homem” e “o amigo”, estava a ser tratado em Zurique há cerca de um ano, de acordo com a Reuters. Na cirurgia para a remoção do sarcoma terá tido complicações, que não foram clarificadas: escreveu-se que entrou em coma depois de uma embolia cerebral, da mesma forma que se apontou uma paragem cardiorrespiratória. Oficialmente, a FCA nunca se pronunciou acerca da causa de morte do gestor e as declarações do Hospital Universitário de Zurique tão pouco foram esclarecedoras. “Devido a uma doença grave, Sergio Marchionne foi tratado ao longo de mais de um ano, tendo sido usadas as mais avançadas soluções médicas. Esgotadas todas as possibilidades de tratamento, infelizmente, Marchionne faleceu”, resumiu o comunicado emitido na altura.