Rádio Observador

Ébola

União Africana vai enviar missão para combater Ébola na RDCongo

A União Africana quer ainda desenvolver, em conjunto com o Governo da RDCongo, autoridades locais e outros parceiros, uma campanha de consciencialização junto das comunidades afetadas.

A OMS considerou que a epidemia de Ébola na RDCongo é uma "emergência sanitária mundial"

SALYM FAYAD/EPA

A União Africana (UA) anunciou esta sexta-feira o envio imediato de uma missão para a República Democrática do Congo (RDCongo) composta por vários especialistas, para reforçar o combate à epidemia de Ébola no país.

[A UA] decide, dada a situação de emergência causada pelo surto de Ébola, autorizar o envio imediato de uma Missão Contra o Ébola na RDCongo, composta por médicos, especialistas de laboratório, epidemiologistas, enfermeiros, e outros funcionários médicos e paramédicos, assim como por elementos de segurança fundamentais para a proteção da missão e dos centros de tratamento”, afirmou a organização, através de um comunicado a que a Lusa teve acesso.

No comunicado, a UA expressou “grande preocupação” com a situação na RDCongo, considerando que a epidemia representa “uma ameaça séria à paz e segurança no país, na região e no continente africano”.

Nesse sentido, a organização continental sublinha a necessidade de se desenvolver, em conjunto com o Governo da RDCongo, autoridades locais e outros parceiros, uma campanha de consciencialização junto das comunidades afetadas, apelando para o apoio da Comissão da UA, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da missão das Nações Unidas no país.

A UA condenou ainda os ataques contra centros de tratamento e contra os seus trabalhadores, tendo instado os grupos armados a aderirem a um cessar-fogo imediato.

A organização, cuja presidência rotativa pertence atualmente ao chefe de Estado egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, reforçou o apelo dos países não fecharem as suas fronteiras, limitarem viagens ou restringirem o comércio interfronteiras.

Em 17 de julho, a OMS considerou que a epidemia de Ébola na RDCongo é uma “emergência sanitária mundial”.

Segundo o último boletim sanitário, divulgado na segunda-feira pelas autoridades do país, “o número acumulado de casos é de 2.592, dos quais 2.498 são confirmados e 94 são prováveis”. No total, foram registadas “1.743 mortes (1.649 confirmadas e 94 prováveis) e 729 pessoas curadas”, desde agosto de 2018.

O ministro congolês da Saúde, o médico Oly Ilunga, demitiu-se na segunda-feira, em desacordo com a decisão do Presidente, Félix Tshisekedi, chamar a si o controlo da resposta ao Ébola.

A atual epidemia de Ébola na RDCongo, que começou em agosto de 2018, é a segunda mais mortífero na história, apenas ultrapassada pela que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas.

O Ébola transmite-se entre humanos através de contacto direto (fluidos corporais como sangue, vómito ou fezes).

Ao contrário da gripe, este vírus não pode ser transmitido por via aérea, sendo por isso menos contagioso. Por outro lado, tem uma taxa de mortalidade elevada, matando em média cerca de metade das pessoas infetadas, de acordo com a OMS.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)