Protestos em Hong Kong perdem força. Há apenas 50 manifestantes na estação de metro

Dezenas de milhares concentraram-se em protesto contra ataque de domingo passado. As autoridades responderam com granadas de gás e, mais tarde, carregaram sobre manifestantes.

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AFP/Getty Images

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A polícia antimotim de Hong Kong entrou na estação de metro de Yuen Long, carregando sobre as pessoas que estavam a tentar abandonar uma manifestação de forma pacífica, de acordo com a CNN, que descreve um cenário de pânico e confusão. Alguns dos manifestantes atiraram objetos à polícia, que respondeu uma vez mais com gás lacrimogéneo. Depois de as autoridades terem forçado a saída, apenas cerca de 50 protestantes se mantêm no interior da estação, noticia o mesmo canal de televisão.

Dezenas de milhares de manifestantes estiveram concentrados este sábado Yuen Long, no noroeste do território, onde no domingo passado várias pessoas foram atacadas por alegadas organizações criminosas chinesas. Os organizadores garantem que mais de 100 mil pessoas saíram esta sábado à rua para marcar a sua posição.

A polícia apelou para que pusessem fim à marcha não autorizada, mas sem sucesso, e os agentes com equipamento antimotim responderam com granadas de gás. O protesto acabaria por perder força e a maior parte dos manifestantes acabou por dispersar, segundo a CNN, mas algumas centenas mantiveram o protesto na estação de metro.

Momentos depois, a polícia carregou sobre quem estava na estação, tentando forçar a saída de quem ainda lá se encontrava. Apesar disso, diz ainda o canal norte-americano, os manifestantes que ficaram encurralados pela polícia continuaram a gritar “Libertem Hong Kong”, mas acabaram por ir saindo gradualmente.

Os manifestantes concentraram-se para responder ao ataque de domingo passado, em que homens encapuzados, vestidos de branco e munidos com bastões, investiram contra uma multidão, na sua maioria manifestantes que tinham participado num protesto na cidade e se encontravam numa estação ferroviária em Yuen Long, perto da fronteira chinesa. Pelo menos 45 pessoas ficaram então feridas. A polícia de Hong Kong já afirmou ter detido alegados membros das organizações criminosas chinesas (tríades).

De acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, os manifestantes continuam também a exigir, tal como em protestos passados, a retirada total de uma proposta, já suspensa, de alteração à lei da extradição. Apresentadas em fevereiro, as alterações permitiriam ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

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