Rádio Observador

Bombeiros

Liga dos Bombeiros recusa baixar preço para transportar doentes do IPO

O Conselho das Federações da Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu, por unanimidade, não aceitar transportar doentes em viaturas dedicadas para o efeito ao preço proposto pelo IPO.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O Conselho das Federações da Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu, por unanimidade, não aceitar transportar doentes em viaturas dedicadas para o efeito ao preço proposto pelo Instituto Português de Oncologia (IPO), disse à Lusa Jaime Marta Soares.

“Ficou decidido, por unanimidade, que ninguém aceitaria fazer transportes por menos de 51 cêntimos ao quilómetro”, o valor praticado atualmente, afirmou o presidente da Liga dos Bombeiros, acusando o IPO de Lisboa de “inventar arbitrariamente e sem sustentação legal” uma proposta para descer o preço para os 36 cêntimos ao quilómetro para as viaturas dedicadas ao transporte de doentes não urgentes (VDTD).

Segundo Jaime Marta Soares, “o acordo com o Governo é de 51 cêntimos, qualquer que seja o tipo de viatura” e os bombeiros “não abdicam deste valor”.

Perante esta situação, a liga já pediu uma reunião à administração do IPO e mostra-se confiante de que será possível chegar a um entendimento.

“O transporte de doentes oncológicos é específico, mexe com o sofrimento dos doentes e das famílias e mexe também connosco no sentido humano e humanitário”, salientou o presidente da Liga dos Bombeiros.

Na ótica de Marta Soares, esta pode ser uma boa oportunidade para avançar com “uma plataforma de gestão do transporte de doentes”, que inclusivamente já “existe num ou noutro hospital”, e que “controla com rigor os transportes de doentes”.

Uma vez que “trata de igual forma” todas as entidades que prestam este serviço, esta plataforma permitirá também “estabilidade no funcionamento” dos transportes.

Jaime Marta Soares notou que a circular divulgada pelo IPO de Lisboa prevê que os bombeiros passem também a “pagar estacionamento nos parques” daquele hospital após um certo período de tempo.

Para o líder da liga, os “bombeiros portugueses andam a subsidiar o Estado, o Estado social são os bombeiros”.

Notando que “isto não pode continuar”, Marta Soares avisa ainda que esta situação pode levar “a que, de um momento para o outro, os bombeiros deixem de fazer este serviço”.

O líder da Liga dos Bombeiros Português indicou que, além do IPO, também a Administração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro) “teve esta atitude”.

“Convido a presidente da ARS Centro a pegar no seu carro e a transportar os doentes, para ela saber quanto é que custa a vida dos bombeiros. Num lugar daqueles têm de estar pessoas competentes, e não uma senhora com prepotência e atitudes que já não se justificam num estado de direito democrático”, disse referindo-se a Rosa Maria dos Reis Marques.

O Conselho as Federações da Liga dos Bombeiros Portugueses — que é composto pelos membros do Conselho Executivo e os presidentes das Federações Regionais e Distritais de Bombeiros – reuniu-se na sexta-feira à noite.

Na reunião, o Conselho as Federações da Liga dos Bombeiros Portugueses discutiu também a proposta de acordo coletivo de trabalho, tendo sido “o dado prazo de um mês para que as federações se pronunciassem”.

Marta Soares indicou também que a próxima reunião deste órgão ocorrerá “dentro de 30 dias”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)