O PCP defendeu nesta segunda-feira “o rigoroso apuramento de responsabilidades” sobre os ‘kits’ de proteção de emergência do programa “Aldeias Seguras”, acrescentando que “não faz sentido” que as golas antifumo distribuídas sejam inflamáveis.

Em comunicado, os comunistas frisam que “as várias questões que estão associadas aos «kits» distribuídos em aldeias do País exigem o rigoroso apuramento de responsabilidades”.

“Seja quanto aos procedimentos que envolveram a sua aquisição e em que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) aparecerá mais como instrumento da agilização administrativa do que como decisora pela adjudicação, seja quanto à natureza de um material que, mesmo reconhecendo que não se destina a combate mas sim a auto-protecção, não faz sentido que seja feito de material inflamável”, lê-se ainda na breve nota enviada à comunicação social.

Entretanto, o técnico Francisco Ferreira, adjunto do secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se esta segunda-feira, após ter sido noticiado o seu envolvimento na escolha das empresas para a produção dos ‘kits’ de emergência para o programa “Aldeias Seguras”, tendo o pedido sido aceite pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.

Francisco Ferreira, também presidente da concelhia do PS/Arouca, foi quem recomendou as empresas para a compra das golas, 15 mil ‘kits’ de emergência com materiais combustíveis e panfletos entregues às 1.909 povoações abrangidas pelo programa.

No sábado, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, mandou abrir um inquérito urgente sobre contratação de material de sensibilização para incêndios.