Rádio Observador

11 de Setembro

Trump promulga lei que garante fundo vitalício para vítimas dos atentados do 11 de setembro

Lei já tinha sido aprovada pelo Congresso. Prazo da vigência do fundo é prolongado até 2092. "Vocês inspiram toda a Humanidade", sublinhou Donald Trump, que assinou o diploma.

Donald Trump disse que os Estados Unidos têm a "obrigação sagrada" de cuidar das vítimas do ataque e das respetivas famílias

SHAWN THEW/EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, promulgou esta segunda-feira uma lei que garante verbas vitalícias para o fundo de compensação às vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, acabando com um impasse legislativo de alguns anos.

A assinatura da lei, aprovada na semana passada pelo Congresso, ocorreu no Jardim das Rosas na Casa Branca, em Washington, na presença de mais de 60 elementos de forças de segurança e de socorro (bombeiros, polícias, equipas de emergência médica e civis) que estiveram envolvidos nas operações de resgate e de socorro nos vários locais atingidos pelos ataques de 2001, que fizeram quase três mil mortos. A nova lei prolonga o prazo de vigência do fundo criado após os ataques terroristas de 2001 até 2092, tornando-o, na prática, permanente.

“Vocês inspiram toda a Humanidade”, declarou Donald Trump, dirigindo-se à plateia presente na cerimónia, que apelidou como “os verdadeiros guerreiros americanos”.

Trump destacou o trabalho desenvolvido por estas pessoas, que prestaram assistência às vítimas naquele dia de setembro (há quase 18 anos) e que permaneceram no terreno, nos locais dos atentados, durante vários meses em operações de busca. O Presidente frisou ainda que os Estados Unidos têm a “obrigação sagrada” de cuidar destas pessoas e das respetivas famílias.

Esta nova lei surge num momento em que os casos de doenças (como problemas respiratórios, digestivos e vários tipos de cancro, nomeadamente do pulmão) ou de morte entre as pessoas envolvidas nas operações de socorro dos atentados de 2001 têm vindo a aumentar.

O fundo de compensação inicialmente estipulado pelas autoridades norte-americanas rondava os 7,4 mil milhões de dólares (cerca 6,6 mil milhões de euros).

Com o passar dos anos, a verba começou a revelar-se insuficiente e recentemente os administradores do fundo aplicaram cortes nos pagamentos de benefícios, em alguns casos até 70%. No passado dia 23 de julho, o Senado (câmara alta do Congresso) aprovou a lei, esta segunda-feira promulgada por Trump.

A votação final, que contou com 97 votos favoráveis e dois contra, surgiu depois de os senadores democratas concordarem em votar as emendas propostas pelos dois senadores republicanos que estavam a bloquear a lei.

Quase três mil pessoas morreram a 11 de setembro de 2001, nas Torres Gémeas (World Trade Centre, em Nova Iorque), no Pentágono (a sede do Departamento de Defesa norte-americano) e em Shanksville (Pensilvânia), num ataque com aviões desviados ordenado pelo líder da rede terrorista Al-Qaida, Osama bin Laden, morto 10 anos depois, em maio de 2011, num ataque no Paquistão ordenado pelo então chefe de Estado norte-americano, Barack Obama.

Mais de 40 mil pessoas inscreveram-se neste fundo de compensação, que cobre doenças potencialmente relacionadas pela permanência nos locais afetados pelos ataques de 2001.

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