A polícia brasileira decidiu não indiciar o jogador de futebol Neymar pelos crimes de violação e agressão. O atleta era acusado por uma mulher, a modelo Najila Trindade, que dizia que tinha sido violada e agredida num hotel em Paris. A polícia que investigou o caso encerrou o inquérito e no processo que enviou ao Ministério Público não propôs que o jogador fosse indiciado ou acusado daqueles crimes.

Segundo o G1, a decisão caberá agora às procuradoras do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica, do Ministério Público, que têm 15 dias para decidir se, ainda assim, avançam com uma acusação ou arquivam o caso.

O incidente é de junho deste ano, altura em que Najila Trindade apresentou uma queixa-crime contra Neymar. A modelo dizia que, durante um encontro em Paris, o jogador a tinha agredido e forçado o relacionamento sexual. As acusações foram, de imediato, negadas pelo futebolista, que alegava que a relação tinha sido consentida e se dizia vítima de uma armadilha.

Foi armadilha. É muito ruim, é muito triste. Isto não só magoou a mim como magoa a minha minha família. Denigre a minha imagem”, lamentou Neymar numa mensagem publicada no Instagram.

O jogador acabaria por tornar públicas as mensagens e imagens íntimas que trocou com a modelo, o que fez com que fosse chamado a prestar declarações, por causa da violação de privacidade. O caso fez também com que perdesse alguns dos seus patrocínios, como o da Mastercard.