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Cabo Verde

Sociedade cabo-verdiana de risco estreia-se a financiar 18 taxistas com novas viaturas

Dezoito taxistas da cidade da Praia receberam nove viaturas na sequência de uma operação de financiamento de uma sociedade do Estado. Valor da operação ascende a 340 mil euros.

MARIO CRUZ/EPA

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  • Agência Lusa

Um grupo de 18 taxistas da cidade da Praia recebeu na segunda-feira as chaves de novas viaturas, a primeira operação de financiamento, de mais de 340 mil euros, garantida pela Pró-Capital, uma sociedade do Estado cabo-verdiano de capitais risco.

À margem da cerimónia de entrega dos novos táxis, a presidente do conselho de administração da Pró-Capital, Adalgisa Vaz, explicou aos jornalistas que aquela instituição já tem projetos em carteira, para financiamento, no valor de 300.000.000 escudos (2,7 milhões de euros).

A administradora acrescentou que a carteira de investimentos envolve projetos nas áreas das energias renováveis, da hotelaria e da saúde, entre outras.

“E gostaríamos muito de fazer um apelo aos empresários da área do agronegócio, para acompanhar essa montagem financeira, porque estamos disponíveis para acompanhar nesse setor do agronegócio”, assegurou.

A Pró-Capital é uma sociedade de capitais risco, de capitais exclusivamente públicos, que pretende dinamizar a criação e desenvolvimento de empresas cabo-verdianas, tendo como objetivo realizar participações em empresas com forte potencial de crescimento e desenvolvimento.

Esta foi a primeira operação de montagem financeira da Pró-Capital, num investimento, nos novos táxis hoje disponibilizados, que ascendeu a 38.000.000 escudos (343 mil euros) e que surgiu depois de vários pedidos recusados aos taxistas junto das instituições de financiamento tradicionais.

De acordo com o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, a operação foi montada em parceria com o Banco Comercial do Atlântico (BCA, detido pela Caixa Geral de Depósitos) e a Garantia Seguros, beneficiando 18 pequenos empresários com mais de 20 anos de experiência no setor do táxi.

“A este agrupamento de taxistas, constituído por chefes de família, fazemos votos para que façam bom uso desta oportunidade e que consigamos fazer desta operação um caso de sucesso. Hoje são micro empreendedores, mas queremos que amanhã sejam grandes empresários. Por outro lado, pedimos-lhes duas coisas importantes: primeiro, que cumpram com o reembolso do capital que lhes foi emprestado; e segundo, que paguem impostos. Porque nenhum país se desenvolve na base de incumprimentos e na bagunça”, afirmou o governante.

Segundo Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, esta montagem financeira possibilitou a criação de investimento na modalidade de Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) para aquisição de 18 viaturas, garantindo os 20% dos fundos próprios para o acesso ao crédito.

“Assim, o BCA complementou a participação financeira da Pró-Capital, com seguros da Garantia Seguros, concedendo o crédito para a aquisição das viaturas para exploração de táxi. Este é o primeiro agrupamento complementar de microempresas em Cabo Verde, promovida pela Pró-Capital, para acesso ao financiamento, no âmbito do Ecossistema de Financiamento à Economia, em condições preferenciais”, sublinhou o governante.

“É nossa obrigação, enquanto Governo, criar oportunidades. Como tenho repetido, não há dinheiro para dar a ninguém. O que existe são oportunidades que podem ser criadas. Enquanto Governo, nós vamos dar meios àqueles que queiram empreender, para que o façam”, acrescentou Olavo Correia.

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