Rádio Observador

Moçambique

Homens armados atacam autocarro de passageiros e camião no centro de Moçambique

301

Local do ataque fica a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, onde o Presidente da República e o líder da Renamo assinam acordo de paz. Motorista e o ajudante de um dos veículos ficaram feridos.

Braço armado da Renamo avisou que não vai aceitar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que se iniciou na segunda-feira, enquanto Ossufo Momade continuar presidente do partido

Antonio Cotrim/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Um conjunto de homens armados atacaram esta quarta-feira um autocarro de passageiros e um camião em Nhamapadza, província de Sofala, centro de Moçambique, ferindo o motorista e o ajudante de um dos veículos, disseram nesta quinta-feira à Lusa testemunhas.

O local do ataque localiza-se a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, onde o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, Ossufo Momade, assinam esta quinta-feira o acordo de cessação das hostilidades militares. O camião ficou imobilizado na sequência dos tiros e o autocarro conseguiu seguir viagem, mas foi atingido por balas, apresentando furos de projéteis nos lados.

O troço onde ocorreu o ataque foi palco de ataques regulares a veículos durante os confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, entre 2013 e 2015. Os veículos alvejados naquela localidade do distrito de Marínguè seguiam na direção Nhamapadza – Gorongosa.

Um jornalista que vive na Beira, capital da província de Sofala, disse à Lusa que, na sequência do ataque ocorrido em Nhampadza, a tripulação de um autocarro de passageiros que devia ter viajado para a cidade de Quelimane, província da Zambézia, também na região centro, adiou a viagem por medo.

O ataque ocorreu algumas horas após o Presidente moçambicano ter anunciado no parlamento que vai assinar nesta quinta-feira o acordo de cessação das hostilidades militares com o líder da Renamo.

Nas últimas semanas, um grupo de guerrilheiros do braço armado do principal partido da oposição alertou o governo para a continuação da instabilidade militar no país, caso assine o acordo de cessação das hostilidades militares com Ossufo Momade, exigindo a renúncia deste do cargo de presidente da Renamo. O grupo avisou que não vai aceitar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que se iniciou na segunda-feira, enquanto Momade continuar presidente da Renamo.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Trabalho

Ficção coletiva, diz Nadim /premium

Laurinda Alves

Começar reuniões a horas e aprender a dizer mais coisas em menos minutos é uma estratégia que permite inverter a tendência atual para ficarmos mais tempo do que é preciso no local de trabalho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)