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Motoristas. Patrões admitem paralisação se Governo não dialogar com transportadoras

"O grande erro é o Governo estar em silêncio". A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas anda "há semanas" a pedir uma reunião, que se vai realizar na tarde desta quinta-feira.

Greve marcada para o dia 12 de agosto ameaça parar o país, em época balnear alta

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) admite uma paralisação, caso o Governo não dialogue com os patrões sobre a situação dos motoristas, que entram em greve no dia 12, disse esta quinta-feira à Lusa o presidente, Márcio Lopes.

“O grande erro é o Governo estar em silêncio”, referiu Márcio Lopes, acrescentando que a ANTP anda “há semanas” a pedir uma reunião com o Governo, para saber o ponto de situação das negociações com os representantes dos motoristas.

Segundo o dirigente, o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, aceitou receber representantes da ANTP esta quinta-feira, às 14h00, depois de a associação ter decidido “ameaçar com uma paralisação”.

Márcio Lopes reiterou haver “uma certa revolta entre os empresários”, por não terem sido contactados pelo Governo dando conta das negociações com os motoristas, uma vez que vão ser afetados pelos aumentos salariais destes trabalhadores, já aprovados para o final do ano.

Já foi aceite o aumento para os 700 euros no final do ano [e isso é algo] que o setor não suporta”, salientou o presidente da ANTP.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

Os representantes dos motoristas pretendem um acordo para aumentos graduais no salário-base até 2022: 700 euros em janeiro de 2020, 800 euros em janeiro de 2021 e 900 euros em janeiro de 2022, o que com os prémios suplementares que estão indexados ao salário-base, daria 1.400 euros em janeiro de 2020, 1.550 euros em janeiro de 2021 e 1.715 euros em janeiro de 2022.

O Governo terá que fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

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