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Universidade de Coimbra

Coimbra inspirou jovem iraniano a pedalar 8.000 quilómetros entre Irão e Portugal

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Sadegh Alizadeh, de 33 anos, pedalou durante 100 dias, passando por 14 países. Deixou a sua terra natal, Tabriz, a 24 de abril e, ao fim de cerca de 80 quilómetros por dia, chegou a Coimbra.

Sadegh Alizadeh foi estudante na Universidade de Coimbra no primeiro semestre do ano letivo 2018/2019

PAULO NOVAIS/LUSA

Um jovem iraniano completou na quinta-feira um percurso de oito mil quilómetros percorridos numa bicicleta entre a sua terra natal, Tabriz, e a Universidade de Coimbra, onde estudou e encontrou inspiração para a aventura que durou 100 dias. Sadegh Alizadeh, de 33 anos de idade, há muito que tinha o sonho de fazer uma grande viagem de bicicleta e, depois de ter passado pela Universidade de Coimbra (UC) no primeiro semestre do ano letivo 2018/2019, decidiu avançar com o projeto.

Foram 100 dias de viagem, em que Sadegh, estudante na área do desporto da Universidade de Trakya (Turquia), passou por 14 países, fazendo uma média de 80 quilómetros por dia.

“Decidi acabar em Coimbra porque a Universidade de Coimbra e a cidade inspiraram-me a começar esta viagem”, contou Sadegh, que falava nesta sexta-feira aos jornalistas junto à Porta Férrea, salientando que nos seis meses em que esteve em Portugal teve “das melhores experiências” da sua vida.

Além da inspiração, peou uma grande questão prática que o levou a fazer agora a viagem, nomeadamente o facto de já ter um visto, por ter estudado na UC, enquanto estudante Erasmus, explicou Sadegh, que optou por estudar em Coimbra  por acaso. A aventura começou a 24 de abril e, se a experiência foi “incrível”, houve também momentos difíceis, do ponto de vista físico e mental, reconhece.

Nos Balcãs, teve de enfrentar uma orografia muito complicada, em Espanha e França temperaturas acima dos 40 graus, na fronteira entre a Turquia e a Síria recorda-se de ouvir os sons de tiros à noite e em Roma encontrou um ambiente perigoso junto à estação de comboios. Quase sempre a acampar, deixou-se deslumbrar pelas paisagens de Itália e dos Balcãs e diz que foi sempre recebendo gestos de solidariedade pelo caminho, com pessoas a oferecerem-lhe café, comida ou espaço para dormir.

Agora, o estudante iraniano espera concluir os estudos na Turquia e, “quem sabe”, candidatar-se a um curso na Universidade de Coimbra, disse.

“Com estas manifestações de carinho, a Universidade de Coimbra sente reforçada a sua motivação para percorrer este caminho, no que diz respeito à internacionalização”, salientou o vice-reitor da Universidade de Coimbra António Figueiredo, referindo que, neste momento, a instituição acolhe mais de cinco mil estudantes internacionais de mais de 100 nacionalidades distintas.

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