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Ébola

Ébola: investigadores do Uganda iniciam novo teste de vacinas contra o vírus

O teste da vacina da Janssen Pharmaceuticals envolve até 800 pessoas e é apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

O número acumulado de casos de Ébola é de 2.713, dos quais 2.619 confirmados laboratorialmente e 94 prováveis

MELANIE ATUREEBE/EPA

Investigadores do Uganda vão iniciar o maior teste já realizado de uma vacina contra o Ébola que deve ser implantado no surto mortal na vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), foi nesta sexta-feira anunciado.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP),o teste da vacina da Janssen Pharmaceuticals envolve até 800 pessoas e é apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

Pontiano Kaleebu, que lidera a equipa que vai realizar o teste, disse esta sexta-feira que lamenta que a vacina Janssen ainda não tenha sido introduzida na RDCongo, onde mais de 1.800 pessoas morreram devido ao vírus do Ébola.

Segundo a AP, mais de 180.000 pessoas devem ser vacinadas no espaço de um ano, mas especialistas em saúde estão preocupados com a disponibilidade de doses da vacina.

Os investigadores do Uganda dizem que o novo plano de vacinação deve durar dois anos.

A epidemia está localizada nas províncias de Kivu Norte e Ituri e já se converteu na pior da história da RDCongo e na segunda mais grave do mundo, apenas ultrapassada pela que se registou na África Ocidental em 2014, com mais de 11.000 mortos. Na quinta-feira, fez um ano desde que o surto foi declarado, cuja mitigação é especialmente complicada dada a grande desconfiança social e ao facto de na zona operarem mais de uma centena de grupos armados.

Trata-se, de facto, da primeira vez que o Ébola afeta uma zona em conflito.

O vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com sangue e os fluidos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode chegar a alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não for tratado a tempo.

Segundo o mais recente boletim oficial do Ministério da Saúde da RDCongo, datado de 1 de agosto, as autoridades sanitárias congolesas referem que o número acumulado de casos é de 2.713, dos quais 2.619 confirmados laboratorialmente e 94 prováveis. No total, houve 1.823 mortes (1.729 confirmadas e 94 prováveis) e 782 pessoas foram curadas.

Há ainda 423 casos em suspeitos sob investigação, 13 novos casos confirmados, incluindo cinco em Beni, dois em Mabalako, dois em Mandima, um em Nyiragongo (Goma), um em Vuhovi, um em Katwa e um em Mutwanga.

Desde que a epidemia do vírus foi declarada no país, já foram vacinadas 181.389 pessoas. Desde o início das atividades de controlo, 149 agentes sanitários foram infetados pelo vírus, tendo morrido 41 desde 1 de agosto de 2018.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou no dia 17 de julho o estado de Emergência Internacional na RDCongo devido ao Ébola.

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