Os Estados Unidos vão acelerar o desenvolvimento de novos mísseis antiaéreos após a saída do tratado de desarmamento nuclear (INF, na sigla em inglês) que mantinham com a Rússia, anunciou esta sexta-feira o secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper.

Agora que nos retirámos, o Departamento de Defesa vai continuar plenamente com o desenvolvimento de mísseis antiaéreos convencionais, numa resposta prudente às ações da Rússia”, afirmou Mark Esper.

O secretário da Defesa adiantou que os Estados Unidos tinham começado em 2017 com as pesquisas sobre estes sistemas de mísseis, mas dentro dos limites do Tratado de Armas Nucleares de Médio Alcance. As pesquisas eram uma resposta à violação do tratado por parte de Moscovo, segundo Washington.

Mark Esper voltou a responsabilizar a Rússia pelo fim do tratado de desarmamento nuclear, acusando Moscovo de desrespeitar o acordo “durante vários anos”.

“Os factos são claros. A Federação Russa produz e desenvolve uma capacidade ofensiva que estava proibida pelo tratado”, apontou, assinalando que a posição da NATO é a de que a Rússia “está em infração com o Tratado de Armas Nucleares de Médio Alcance”.

O tratado, assinado em 1987 pelos Estados Unidos e pela então União Soviética, previa o fim do uso de uma série de mísseis de alcance intermédio (entre 500 e 5.500 quilómetros).