Rádio Observador

Universidades

Estudantes do Brasil e Médio Oriente procuram alojamento de luxo no Porto

Vários investidores privados olham para o alojamento de luxo como um mercado aliciante, devido à falta de oferta pública. Solução "é principalmente para estudantes internacionais".

No próximo ano letivo, que arranca dia 16 de setembro, vão estar operacionais 1.051 camas públicas no Porto, as mesmas que havia no passado ano letivo

JOSÉ COELHO/LUSA

A insuficiente oferta pública de alojamento para universitários no Porto levou os privados a investir em alojamento de luxo e os principais interessados são estudantes internacionais do Brasil e Médio Oriente, revelou esta sexta-feira a Federação Académica do Porto.

A Residência Livensa Living Porto, do grupo, do grupo Temprano Capital Partners, vai ser inaugurada a 14 de setembro no Campus Universitário da Asprela, na rua Dr. Manuel Pereira da Silva 160, e vai ter uma capacidade para albergar 580 pessoas, num edifício de duas alas, numa área de 20 mil metros quadrados.

Segundo disse à Lusa Victoria San Martin, responsável pela Livensa Living em Portugal, a infraestrutura oferece aos residentes um espaço central de jardins, piscina aquecida, zona exterior, ginásio com acesso a espaço exterior para prática de ioga, estúdios individuais e duplos que incluem cozinha completa, casa de banho privada, ‘smart’ TV com as mais recentes inovações tecnológicas e acabamentos de qualidade.

A responsável referiu que a Livensa Living Porto Campus tem uma oferta de 140 quartos partilhados a partir de 100 euros/semana por pessoa, o que dá aproximadamente 440 euros/mês. Estes valores são válidos para contrato mínimo de um ano escolar equivalente, o equivalente a 44 semanas.

O empreendimento, considerado de luxo, vai ter também estúdios individuais a partir 158 euros por semana no valor de 695/mês euros. Nas áreas sociais, os residentes vão ter acesso também a sala de cinema e sala multimédia, zonas de descanso e para jogos, salas de estudo, salas de jantar privadas para grupos, biblioteca e lavandaria.

“A oferta de alojamento estudantil ‘premium’ não é para a maioria das famílias portuguesas (…). É principalmente para estudantes internacionais”, conta o presidente da Federação Académica do Porto, João Pedro Videira, referindo que há muita procura do Brasil e do Médio Oriente.

Estudantes do Dubai, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, mas sobretudo estudantes brasileiros, porque não têm dificuldade com a língua e está a ser uma grande aposta das instituições do ensino superior”, exemplificou.

O grupo grupo Temprano Capital Partners vai também abrir no ano letivo 2020-2021 uma nova residência, Residência Livensa Living Boavista, que vai ter capacidade para 330 quartos e as mesmas facilidades e mesmos serviços da Residência Livensa Living Porto.

O U-World, empresa portuguesa que concebe, promove e gere residências universitárias, avançou à Lusa que vai abrir em setembro de 2022 um equipamento imobiliário no “perímetro do polo da Asprela”, junto à Escola Superior de Educação, com capacidade para “700 camas” e destinada a “toda a comunidade académica”, designadamente a “estudantes, professores e investigadores universitários”.

Em entrevista telefónica à Lusa, Paulo Ribeiro, da U-World, revelou que “15% a 20% das camas” do novo empreendimento estudantil vão ser reservados para alunos “abrangidos pela ação social”.

A nova infraestrutura vai ter um investimento na ordem dos “30 a 35 milhões de euros”, vai ter uma área de “15 mil metros quadrados” e os alojamentos vão custar uma média de 350 euros/mês, onde estará incluído além do quarto com Internet wi-fi e ar condicionado, a limpeza semanal e troca de roupa de cama, acesso ao ginásio e sala de refeições.

Segundo o presidente da Federação Académica do Porto, vai nascer no local da antiga fábrica do Ameal, na rua do Ameal, um projeto com capacidade para “mil estudantes”, e onde se estima um investimento de cerca de “100 milhões de euros de investidores dos Emirados Árabes Unidos”.

Os universitários que cheguem ao Porto no próximo ano letivo, que arranca dia 16 de setembro, vão ter operacionais 1.051 camas públicas, as mesmas que havia no passado ano letivo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Politicamente Correto

Os filhos do Vasco Granja /premium

Helena Matos
820

O reitor proibiu a carne de vaca. Os alunos se pudessem proibiam toda a carne. Em Portugal, eles são os filhos e netos do Vasco Granja. Gerações que, entre muita animação, estão a impor uma ditadura.

Universidade de Coimbra

Coimbra: Especulações sobre um bife

Ricardo Pinheiro Alves
625

Porque é que uma instituição veneranda e centenária, criada em Lisboa em 1290 pelo Rei D. Dinis, abandona o reino do saber para entrar no activismo demagógico em que a ciência dá lugar ao marketing?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)