Os deputados do PAN na Assembleia Municipal de Lisboa entregaram esta sexta-feira um requerimento à autarquia no qual pedem esclarecimentos sobre os vários casos relatados de morte de abelhas no jardim do Campo Grande e arredores.

Em comunicado, o partido recorda que “nos últimos dois meses, dezenas de abelhas de várias espécies têm sido encontradas mortas junto à ciclovia do jardim do Campo Grande, na horta comunitária da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e na zona do hipódromo”, tendo uma análise preliminar aos animais apontado para uma contaminação por pesticidas proibidos na União Europeia.

Neste sentido, os eleitos questionam a Câmara Municipal de Lisboa (CML), liderada pelo PS, sobre se foi feita alguma intervenção pelos serviços municipais, “se foi aplicado algum pesticida nos jardins do Campo Grande e, se sim, que tipo de pesticida foi utilizado”.

O uso destes produtos pode ter um impacto negativo na saúde humana, na biodiversidade existente e nos animais de companhia. O maior impacto é nas abelhas, aliadas fundamentais na preservação dos ecossistemas e na sobrevivência do planeta, como tantas vezes tem vindo a ser comprovado”, defende o PAN na mesma nota.

Citada no comunicado, a deputada Inês de Sousa Real reforça que “se for confirmado que a causa da morte destes animais tem origem no uso de pesticidas, tal pode ser considerado contraordenação ou até crime”, acrescentando que “a extrema importância que as abelhas têm no equilíbrio” do ecossistema não deve ser ignorada.

Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, a câmara considerou que é “muito importante que a investigação a cargo das autoridades competentes para apurar as causas do sucedido siga o seu curso, chegue a uma conclusão e que, se houver medidas a tomar, sejam tomadas”.

“Desde finais de 2018 que a CML não usa pesticidas. A CML tem vindo a introduzir prados de sequeiro biodiversos que constituem áreas onde não há lugar a qualquer necessidade da utilização de pesticidas”, afirma a autarquia.