Rádio Observador

Boris Johnson

Primeiro-ministro britânico perde deputado na primeira derrota eleitoral e fica com maioria mais curta

123

É o primeiro revés eleitoral de Boris Johnson. Perdeu as eleições intercalares no País de Gales e passa a contar com uma maioria parlamentar mais reduzida, com apenas mais um deputado.

Recentemente, a maioria parlamentar dos Conservadores já tinha ficado reduzida a dois deputados

JESSICA TAYLOR / UK PARLIAMENT / HANDOUT/EPA

O novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sofreu a primeira derrota eleitoral na intercalar de quinta-feira e perdeu um deputado, reduzindo a maioria parlamentar dos Conservadores a um voto, foi anunciado nesta sexta-feira.

De acordo com os resultados oficiais do círculo eleitoral de Brecon e Radnorshire, no País de Gales (oeste), a candidata liberal-democrata e pró-UE Jane Dodd derrotou, na quinta-feira, o conservador Chris Davies por 13.826 votos contra 12.401.

Em terceiro lugar surge o Brexit Party com 3.331, à frente dos trabalhistas, que tiveram um resultado desastroso, recolhendo apenas 1.680 votos.

Em Brecon e Radnorshire, 52% dos eleitores votaram a favor do ‘Brexit’ no referendo de 2016, apenas um ponto percentual a menos que no conjunto do País de Gales. Nesta eleição os partidos que apoiam abertamente o Brexit (Conservadores, Brexit Party e UKIP) receberam 50,3% dos votos, mas isso não impediu que fosse eleito um deputado que se opõe à saída do Reino Unido da União Europeia.

Este resultado torna mais difícil para o governo de Jonhson aprovar leis e vencer votações no Parlamento, quando um novo debate sobre o ‘Brexit’ [saída do Reino Unido da UE] está previsto para acontecer em menos de três meses.

Recentemente, a maioria parlamentar dos Conservadores tinha ficado reduzida a dois deputados devido à exclusão do deputado Charlie Elphicke por alegado assédio sexual, o que poderá ser crucial não só no processo do ‘Brexit’, mas também se o Governo enfrentar uma moção de censura, como ameaçou o partido Trabalhista.

Boris Johnson afirmou já que o Reino Unido sairá da UE em 31 de outubro, com ou sem acordo. No passado, o Parlamento britânico rejeitou no passado um Brexit sem acordo, o que se poderá repetir na próxima votação no outono.

A eleição também foi um teste à popularidade de Boris Johnson, em funções há apenas uma semana. Uma sondagem publicada pelo jornal The Times indicava que o novo primeiro-ministro estava já a atrair eleitores para o partido Conservador.

Apesar de ser uma derrota para os conservadores, o resultado foi bastante melhor do que o esperado há poucas semanas, quando as apostas eram de 50 para 1 numa vitória dos liberal-democratas. Na verdade este círculo eleitoral foi detido pelos liberal-democratas entre 1997 e 2015, altura em que o perderam para os conservadores. Com o campo do Brexit dividido entre conservadores e o partido de Nigel Farage — que venceu as recentes eleições europeias — muitos esperavam que os tories pudessem mesmo cair para terceira força política, pelo que terem conseguido um resultado tão competitivo é visto como uma indicação de que a liderança de Boris Johnson revigorou as bases do partido.

Em contrapartida o péssimo resultado dos trabalhista aumenta a pressão sobre a liderança, muito contestada, de Jeremy Corbyn.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Reino Unido

Brexit: A esperança é que seja desta (2)

Ricardo Pinheiro Alves
124

Mais de 75% dos deputados votaram contra o Brexit e uma parte substancial apenas diz respeitar o resultado do referendo para não perder o lugar em Westminster. Por isso são um travão a qualquer solução.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)