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Vinho

Produção de vinho deverá aumentar 10% para quase 7 milhões de hectolitros

Algumas regiões vitivinícolas antecipam resultados 35% maiores do que no período homólogo, como na Beira e no Dão. Motivo são as "condições climatéricas favoráveis verificadas até esta data".

Únicas quebras acontecem na região do Tejo e Lisboa, com 5% e 10% de diminuição respetivamente

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A produção de vinho deverá subir cerca de 10%, em comparação com a campanha passada, para 6,7 milhões de hectolitros, mais 4% face à média das últimas cinco campanhas, segundo as estimativas do Instituto da Vinha e do Vinho.

“Estima-se que a produção de vinho na campanha 2019/2020 atinja um volume de 6,7 milhões de hectolitros, o que se traduz num aumento de 10% relativamente à campanha 2018/2019”, um acréscimo que é sustentado “pela maioria das regiões vitivinícolas”, excluindo as regiões do Tejo e de Lisboa.

“No geral, as uvas apresentam-se num bom estado fitossanitário sem registo de doenças ou pragas que causassem prejuízos significativos, consequência das condições climatéricas favoráveis verificadas até esta data”, explicou o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV).

Por região, no Minho é esperado um aumento da produção de 10%, com destaque para as castas Arinto, Alvarinho e Fernão Pinto, apesar das “diferenças de temperatura sentidas de forma repentina” terem promovido a ocorrência de “algum desavinho”.

Em Trás-os-Montes a previsão aponta para um acréscimo na produção de 20%, sendo que, ao nível fitossanitário, não se verificaram doenças ou pragas que causassem prejuízos significativos”, e o aumento “previsível é significativo devido à baixa produção do ano anterior”.

Na região Douro e Porto prevê-se uma subida da produção de vinho de 30%.

“O míldio manifestou-se de forma pouco intensa, não afetando de uma forma geral, a produção. As condições climáticas verificadas, com destaque para o mês de junho com humidade relativa elevada e dias encobertos, contribuíram para a propagação do oídio, mas sem impactos significativos na produção”, explicou o instituto.

Na Beira Atlântico estima-se um aumento de 5%, no entanto, inferior à média das cinco últimas campanhas.

Em Terras do Dão, o IVV aponta para uma progressão de 35%, com as videiras a apresentarem um “bom estado sanitário” com bagos bem desenvolvidos.

Na região Terras da Beira antecipa-se também um aumento de 35%, “em oposição ao baixo volume obtido em 2018 motivado pelos fortes ataques de míldio e pelo escaldão”.

Por sua vez, em Terras de Cister espera-se um aumento de 25% na produção, sendo que as videiras apresentam “cachos bem formados e encontram-se em bom estado sanitário”.

No entanto, nas regiões do Tejo e Lisboa são esperadas quebras respetivas de 5% e 10%, justificadas por fatores como o excesso de calor ou “alguma perda de vigor em videiras não regadas”.

De acordo com o IVV, na Península de Setúbal é esperada uma subida de 10%, registando-se condições climáticas favoráveis que “potenciaram uvas de boa qualidade e quantidade”.

No Alentejo é estimado que a produção avance 10%, tendo em conta que o “desenvolvimento vegetativo decorre de forma normal” e que, até à data, não há registo de pragas ou doenças com impacto significativo.

“Na região do Algarve a previsão de produção aponta para um aumento de 5%, impulsionado pela entrada em produção de novas vinhas. Foram detetados pequenos focos de oídio e cicadela, controláveis e não comprometedores da produção, que se espera ser de elevada qualidade”, lê-se no documento.

Por último, nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores estimam-se aumentos de produção de 10% e 11%, respetivamente.

Na Madeira, as vinhas encontram-se em “bom estado fitossanitário” e nos Açores, as condições climatéricas “concorrem para um bom desenvolvimento da vinha”.

O IVV é um instituto público, integrado na administração indireta do Estado, que tem autonomia administrativa, financeira e património próprio.

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