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Síria

Ronda de conversações sobre Síria termina sem avanços concretos

Mesmo sem acordo para um cessar-fogo, os participantes destacam o progresso no processo de formação da comissão constitucional síria.

MOHAMMED BADRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A 13.ª ronda de negociações sobre o cessar-fogo na Síria terminou esta sexta-feira em Nursultan, capital do Cazaquistão, sem avanços concretos, embora os participantes tenham destacado o progresso no processo de formação da comissão constitucional síria.

Num comunicado conjunto publicado no final do encontro, Rússia, Irão e Turquia, os três países que garantiram o cessar-fogo declarado na Síria em 2016, “expressaram a sua satisfação pelos progressos realizados na finalização da composição e da regulamentação” do órgão, chamado para escrever a nova Carta Magna do país árabe.

Os três países reiteraram também o seu compromisso com a criação da comissão e a sua disposição para facilitar o lançamento do organismo “o mais rápido possível”.

A décima terceira ronda de consultas sobre o conflito na Síria decorreu em Nursultan, na presença de representantes da Rússia, Irão e Turquia, da oposição, do regime e do enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen.

O responsável da delegação síria, Bachar Jaafari, indicou à imprensa que durante as consultas “registaram-se progressos” sobre a criação da comissão constitucional.

A esse respeito, o representante sírio assegurou que Damasco também chegou a um acordo com as Nações Unidas sobre este assunto, que Geir Pedersen, que visitou recentemente Damasco, “vai transmitir às outras partes” envolvidas na resolução do conflito sírio.

Também a parte anfitriã referiu que o Governo e a oposição síria chegaram a um “compromisso” sobre a composição da comissão constitucional síria.

“O respetivo texto está a ser redigido”, afirmou Erzhán Mukash, responsável do departamento da Ásia e África do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão.

O diplomata do Cazaquistão explicou que “restaram seis nomes (por consenso) e parece que concordaram”.

A principal conquista do processo de consulta foi a criação de quatro zonas de distensão na Síria – nas províncias de Idlib, Homs, Guta e na fronteira com a Jordânia -, territórios onde qualquer atividade militar é proibida, incluindo voos.

Ao mesmo tempo, as últimas rondas de conversações neste formato, paralelo às consultas sobre a Síria em Genebra, decorreram sem progressos tangíveis.

As conversações na capital do Cazaquistão coincidiram com a cessação de hostilidades unilateral na província de Idlib, declarada pelo Exército sírio.

Nesse sentido, o responsável da delegação da oposição armada síria em Nursultan, Ahmad Toma, acredita “numa melhoria” da situação em Idlib “nos próximos dias” e pediu ao regime sírio que cumpra com as suas palavras.

Espera-se que as próximas consultas no formato de Nursultan sejam realizadas na capital do Cazaquistão em outubro.

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos ‘jihadistas’, e várias frentes de combate.

Num território bastante fragmentado, o conflito civil na Síria provocou, desde 2011, mais de 370 mil mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

SYSC // FPA

Lusa/Fim

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