Em menos de uma semana foram assassinados três jornalistas no México. Segundo o Estadão, o jornalista do El Gráfica de Xalapa, Jorge Celestino Ruiz, foi baleado no município de Actopan, cidade no centro-leste do país, na noite de sexta-feira. A morte do repórter foi confirmada pelas autoridades locais, com o presidente da respetiva câmara municipal a confirmar que ele era o alvo do ataque.

De acordo com uma fonte policial não identificada, citada por este jornal brasileiro, a casa deste jornalista já tinha sido atacada em outubro de 2018. Jorge Celestino Ruiz apresentou mesmo queixa à polícia. À data também o seu veículo foi alvejado. O jornalista já evitava assinar artigos por motivos de segurança. Acabou assassinado esta sexta-feira.

Jorge Celestino Ruiz é o terceiro jornalista a ser assassinado no México no espaço de uma semana. Menos de 24 horas antes, Édgar Alberto Nava, diretor e editor do portal de notícias La Verdad de Zihuatanejo, foi morto em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas pelas autoridades. A isso junta-se o caso de Rogelio Barragán, diretor do site de notícias Guerrero Al Instante, que foi encontrado morto na passada terça-feira no porta-bagagens de um carro abandonado no estado de Morelos.

O Estadão relata ainda que nesta quarta-feira, 31 de julho, a redação do jornal El Monitor de Parral foi atacada com “bombas incendiárias”. Mais tarde, o diretor daquela publicação afirmaria que esta fora uma tentativa de interromper a publicação de notícias de carácter criminal.

Mais de 100 jornalistas já foram assassinados no México desde 2000, escreve a BBC. A maior parte destas mortes estarão associadas a cartéis de droga ou a corrupção policial, sendo que a maior parte dos casos passam impunes. Segundo o grupo Repórteres sem Fronteiras (RSF), organização não-governamental que defende a liberdade de imprensa, México tem sido descrito como o país mais letal para jornalistas fora de zonas de guerra.

Os ativistas já citados afirmam que as medidas tomadas pelo governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, que tomou posse em dezembro do ano passado, têm sido, até ao momento, “meramente simbólicas”.

Só este ano já oito jornalistas foram assassinados no México, sendo que em maio registou-se uma média de dois ataques a jornalistas por dia.