O ciclista Jóni Brandão (Efapel) viu este sábado ser confirmada a penalização de 10 segundos na geral, por ter sido empurrado a partir do carro de apoio, desvalorizando a decisão dos comissários da Volta a Portugal.

“Decidiram que tinha de ‘apanhar’ 10 segundos. Eu não sou comissário, não decido. (…) Está nas mãos deles. Para mim é igual. Se quiserem dar mais tempo também podem dar, não tenho problema com isso. Continuamos, simplesmente, com o nosso objetivo”, afirmou, em declarações à RTP.

O chefe de fila da Efapel viu ser confirmada hoje, em comunicado do Colégio de Comissários liderado pelo belga Laurent Idelot, a penalização em 10 segundos na geral, que o fez cair do terceiro para o 10.º posto.

No final da terceira etapa, vencida por Daniel Mestre (W52-FC Porto), o ciclista, de 29 anos, perdeu mais seis segundos com um corte, num dia em que soube, minutos antes da partida, da decisão, agora confirmada em comunicado.

Agora a 23 segundos do camisola amarela, o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), Jóni Brandão não se alongou nas declarações, admitindo que “todos os dias são decisivos”, quando foi questionado sobre a quarta etapa, que termina com a subida à Torre.

A penalização está relacionada com uma das assistências por avarias na bicicleta em que o chefe de fila da Efapel se aproximou carro de apoio na segunda etapa, que ligou, na sexta-feira, a Marinha Grande a Santo António dos Cavaleiros, em Loures, e na qual terminou em quarto lugar.

A decisão implica ainda uma perda de quatro pontos na classificação por pontos e de um na classificação da montanha, além de 100 francos suíços (91,48 euros).

Por seu lado, o mecânico da Efapel e o diretor desportivo Ruben Pereira, o motorista do carro de apoio, foram multados em 200 francos suíços (182,95 euros) cada.

Em declarações à Lusa, o líder da equipa, Carlos Pereira, considerou esta uma decisão “completamente injusta”.