Começou há 25 anos e logo com o maior nome de sempre do ciclismo nacional a ganhar, Joaquim Agostinho. Já decidiu vitórias individuais, já promoveu alterações de camisola amarela, já motivou desistências com lágrimas à mistura. A chegada à Torre, que substituiu na altura a subida às Penhas da Saúde, tornou-se no último quarto de século um dos pontos altos da Volta a Portugal em bicicleta e foi o primeiro grande chamariz da edição de 2019 numa altura em que a classificação geral permanecia em aberto até mesmo com a despenalização de dez segundos a Joni Brandão. No entanto, muito do que se poderia ou não passar estaria sempre dependente de uma só equipa. E foi a partir daí que se escreveu grande parte desta etapa.

Depois da vitória de Samuel Caldeira no curto prólogo em Viseu, do triunfo de Davide Appolonio (Amore & Vita) que nem por isso promoveu alteração de amarela, da vitória de Mikel Aristi (Euskadi-Murias) no dia em que Gustavo Veloso substituiu o seu companheiro Samuel Caldeira na frente da geral e do triunfo de Daniel Mestre em Castelo Branco este sábado, a W52-FC Porto deu mostras que iria também decidir em termos táticos como seria esta etapa com chegada ao Alto da Torre. E as expetativas foram mesmo cumpridas, com João Rodrigues a ser primeiro e Gustavo Veloso a reforçar a camisola amarela, num dia que só não foi perfeito devido à queda de Edgar Pinto, que cortou a meta a pé, nos últimos metros.

Atrás de João Rodrigues, que terminou a tirada com 4.20.36, e de Gustavo Veloso, a um segundo do companheiro da equipa, vieram Joni Brandão e Henrique Casimiro (ambos da Efapel, a cinco segundos) e Vicente de Mateus (Louletano, 12 segundos). João Benta foi o melhor do Boavista com o oitavo lugar (20 segundos), à frente de Frederico Figueiredo, o melhor do Sporting-Tavira em décimo (27 segundos). Luís Fernandes, o grande protagonista da parte final da subida com vários quilómetros sozinho na frente, terminou no sétimo posto, também a 20 segundos da dupla dos azuis e brancos.

Na classificação geral, Gustavo Veloso passou agora a ter 13 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o companheiro de equipa João Rodrigues. Vicente de Mateus ocupa a terceira posição a 20 segundos, enquanto Joni Brandão está no quarto lugar a 27 segundos, também por culpa da penalização de dez segundos de que foi alvo na segunda etapa.