Tudo indica que, num futuro não muito longínquo, os veículos de transporte convencionais com motor de combustão vão ser impedidos de aceder aos grandes centros urbanos. O objectivo é melhorar a qualidade do ar que se respira, reduzindo partículas, NOx e enxofre, entre outros poluentes. Daí que a maioria dos construtores esteja a avançar com veículos de carga eléctricos, de diferentes dimensões e capacidades, para servir as necessidades de todo o tipo de empresas.

O recente Oxford EV Summit confirmou esta tendência, revelando algumas propostas interessantes, acessíveis e, como importa, nada poluentes. Uma das mais interessantes foi o EAVan, uma mistura curiosa entre um (muito) pequeno furgão de carga e uma bicicleta eléctrica.

De acordo com o fabricante, Adam Barmby, responsável técnico e fundador da EAV, a ideia que presidiu à concepção do EAVan foi que fosse utilizável por todo o tipo de pessoas: “Juntámos a capacidade de carga de um pequeno furgão com uma bicicleta eléctrica, para que o motor eléctrico ajudasse ao esforço do ciclista ao pedalar.” Com a bateria que actualmente possui e o motor eléctrico, o EAVan não exige um atleta, antes pelo contrário, para levar a carga ao seu destino.

O EAVan tem uma capacidade de carga de 120 kg e o objectivo é deslocá-la a uma velocidade de 25 km/h. Um valor que se adequa ao centro das cidades, o que lhe vai permitir utilizar mesmo as vias pedonais.

Simples de fabricar e com mercado assegurado, resta ver quanto tempo medeia até que também engenheiros portugueses se dediquem a produzir este tipo de produtos, que lidam com facilidade com as necessidades de empresas que precisem de deslocar mais volume do que peso.