Os números nem sempre contam mas também podem traduzir muitas vezes o que se passa em campo. As faltas, os cantos, a eficácia de passe, os próprios cartões. Neste caso, foram os remates. E com precisão: nos últimos dérbis entre Benfica e Sporting, os encarnados conseguiram sempre marcar um golo em cada três tentativas enquadradas com a baliza; na final da Supertaça, as águias chegaram ao golo exatamente no terceiro remate à baliza de Renan, com Rafa a inaugurar o marcador.

E esta acabou por ser uma combinação muitas vezes vista na última temporada, com Pizzi a fazer a assistência e o internacional português a surgir ao segundo poste nas costas da defesa leonina para fazer o 1-0 que se registava ao intervalo.

Vlachodimos acabava por explicar o resto da história: o grego, que começou o jogo a evitar um autogolo de Ferro, teve duas grandes intervenções a remates de Bruno Fernandes, segurando o nulo até Rafa fazer o 1-0 a seis minutos do intervalo. No segundo tempo, aí, tudo mudou. E os dois golos dos encarnados em menos de cinco minutos sentenciaram a Supertaça.

Já no último quarto de hora, e com o Sporting completamente perdido em campo, o campeão nacional construiu o resto da goleada, com Pizzi a bisar e Chiquinho a fechar as contas em cima do minuto 90.