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Foram submetidas 18.245 candidaturas ao processo de recrutamento de 1000 técnicos superiores no Estado, segundo informação divulgada pelo Ministério das Finanças. Deste total, 3413 candidataram-se para posições da área de “jurídica”, 4872 para a área “económico-financeira”, 6903 para “planeamento, controlo e avaliação”, 2272 para “relações internacionais e ciência política” e 785 para “estatística”.

O concurso para recrutar 1000 técnicos superiores abriu a 9 de julho e terminou no passado dia 30. Porém, na prática, nada garante que venham, efetivamente, a ser integrados 1000 trabalhadores na Administração Pública. Isto porque os candidatos ainda vão ter de passar por uma bolsa de recrutamento e só serão chamados — e posteriormente integrados — se e quando os serviços assim o entenderem, no prazo de 2 anos, desde que tenham autorização do Executivo.

“Durante o mês de agosto decorre a validação das candidaturas, seguindo-se, ao longo dos próximos meses, a notificação aos interessados e a respetiva audiência, assim como  a realização das provas de conhecimentos”, informa a tutela.

Com base nos resultados das provas de conhecimentos é constituída a “reserva de recrutamento”, ou seja, uma lista de candidatos pré-selecionados à qual os órgãos ou serviços podem recorrer quando têm necessidades de pessoal a suprir. A reserva tem a duração de 2 anos a partir da data de realização da prova de conhecimento.

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“Recordamos que o recrutamento centralizado visa constituir reservas de recrutamento para a carreira geral de técnico superior, com vista à constituição de vínculo de emprego público na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas, por tempo indeterminado”, lembra o Ministério.

Depois de constituída a bolsa, se um órgão ou serviço, devidamente autorizado pelos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças e da Administração Pública, solicitar a contratação de um determinado número de trabalhadores, os candidatos na reserva têm a oportunidade de se candidatar aos postos de trabalho em oferta, através da Bolsa de Emprego Público (BEP), sendo depois convocados para uma entrevista profissional de seleção. Para poder ser aceite tem de ter uma classificação superior a 12 valores (numa escala de 0 a 20).

Governo anuncia contratação de 1000 técnicos superiores, mas profissionais podem não chegar a ser integrados

Se for um dos selecionados, celebra-se com o trabalhador um contrato de trabalho por tempo indeterminado. Ou seja, o profissional entra nos quadros. “Não havendo lugar a negociação, os candidatos serão posicionados na 2.ª posição remuneratória a que corresponde o 15.º nível remuneratório (€ 1201,48) da carreira geral de técnico superior.”