As Nações Unidas afirmam ter descoberto a forma como Kim Jong-un está a financiar o programa de armamento da Coreia do Norte que, na segunda-feira, voltou a lançar mísseis pela quarta vez em menos de duas semanas. De acordo com um relatório confidencial da ONU, a que a Reuters teve acesso, a Coreia do Norte tem roubado bancos e transações com criptomoedas através de crimes informáticos. O valor conseguido? Dois mil milhões de dólares (cerca de 1.7 mil milhões de euros) que têm servido para financiar o desenvolvimento de armas.

(A Coreia do Norte) usou o ciberespaço para levar a cabo ataques altamente sofisticados para roubar fundos de instituições financeiras e transações de criptomoeda para gerar receita. Também usaram o ciberespaço para lavar o dinheiro roubado”, informa o relatório dos peritos das Nações Unidas.

O documento foi enviado para o comité de segurança das Nações Unidas na semana passada e teve por base uma análise que durou seis meses à eficácia das sanções internacionais impostas a Pyongyang. O documento diz que os piratas informáticos estão a trabalhar para os serviços secretos da Coreia do Norte e que há registo de pelo menos 35 ataques informáticos em cerca de 17 países. Estes ataques geram dinheiro cuja origem é difícil de comprovar e que está sujeito “a menos controlo e regulamentos do governo” do que a banca.

A perigosa armada de hackers da Coreia do Norte

O relatório conclui que a Coreia do Norte violou — em várias ocasiões — as sanções internacionais que visam travar o desenvolvimento e uso de armas.

Nos últimos 12 dias, a Coreia do Norte lançou mísseis em quatro ocasiões. O lançamento desta segunda-feira foi o sexto do ano e Pyongyang já avisou que os projéteis são um aviso para o país vizinho, a Coreia do Sul. Kim Jong-un tem controlado e supervisionado as operações e várias agências de notícias locais relatam que o líder do regime se tem mostrado satisfeito com os resultados.

Coreia do Norte volta a lançar mísseis. É a quarta vez em menos de duas semanas