O Festival de Cinema de Locarno começa esta quarta-feira, na Suíça, e contará com filmes dos realizadores portugueses Pedro Costa, Basil da Cunha e João Nicolau, na competição internacional.

Pedro Costa, que recebeu em 2014 o prémio de melhor realização com “Cavalo Dinheiro”, regressa agora ao festival com “Vitalina Varela”, sobre uma mulher cabo-verdiana que chegou a Portugal em 2013, três dias depois da morte do marido.

O filme fará a estreia mundial em Locarno, no dia 14, e tem garantida distribuição e estreia em 2020, nos Estados Unidos. Pedro Costa conheceu Vitalina Varela quando rodava “Cavalo Dinheiro”, acabando por incluir parte da história dela na narrativa.

A competição do festival suíço incluirá ainda a estreia, no dia 11, de “Technoboss”, de João Nicolau, protagonizado pelo ex-programador cultural Miguel Lobo Antunes, no papel de um sexagenário divorciado, e pela atriz Luísa Cruz.

A ele junta-se, no dia 13, “O fim do mundo”, segunda longa-metragem de ficção do luso-suíço Basil da Cunha, sobre Spirra, “um jovem que acaba de sair de um colégio interno e se encontra de novo com os amigos na Reboleira”.

Fora de competição, Locarno exibirá ainda, no dia 10, “Prazer, Camaradas!”, de José Filipe Costa, a partir de histórias de portugueses e estrangeiros vividas em cooperativas e aldeias portuguesas, no pós-25 de Abril de 1974.

Na secção ‘Pardi di Domani’ encontra-se a coprodução portuguesa “Vulcão: O que sonha um lago?”, da romena Diana Vidrascu, desenvolvida numa residência artística nos Açores, enquanto Maya Kosa e Sérgio da Costa mostram “L’île aux oiseaux”, a concurso na secção Cineastas do Presente.

O 72.º festival de cinema de Locarno decorrerá até ao dia 17, exibindo 50 curtas-metragens e 29 longas em quatro secções competitivas.