Rádio Observador

Combustível

Governo prepara declaração de crise energética devido a greve dos motoristas

O ministro do Trabalho e da Segurança Social deverá anunciar a medida na conferência de imprensa marcada para esta tarde. Na última greve, Governo demorou 24h a declarar "situação de alerta”.

A situação de alerta faz entrar em vigor medidas excecionais para garantir os abastecimentos

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Governo está a preparar a declaração de alerta devido a situação de crise energética, avançou o jornal Público. Esta declaração vai incluir um conjunto de medidas obrigatórias para fazer face à greve dos motoristas de matérias perigosas, que tem início marcado para a próxima segunda-feira, dia 12 de agosto.

O ministro do Trabalho e da Segurança Social deverá anunciar a medida na conferência de imprensa que está marcada para a tarde desta quarta-feira e que serve para explicar quais serão os serviços mínimos definidos para o período da greve. Além de Vieira da Silva, estarão também presentes na conferência o ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, e o secretário de Estado das Infra-Estruturas, Jorge Delgado.

Na greve de abril, recorde-se, o Governo demorou mais de 24 horas a tomar as medidas mais abrangentes para lidar com os efeitos que já se faziam sentir em força. A greve arrancou às 00h00 de 15 de abril, segunda-feira, e foi só na manhã de terça-feira (já com filas nas bombas de gasolina e postos esgotados, muitos deles sem gasóleo) que os ministros da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética declararam a “situação de alerta”.

Esta situação de alerta fazia entrar em vigor medidas excecionais para garantir os abastecimentos. Assim, a medida englobava desde logo a “elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para operações de patrulhamento e escolta que permitam garantir a concretização das operações de abastecimento de combustíveis, bem como a respetiva segurança de pessoas e bens”.

Também entrava em vigor uma “declaração de reconhecimento de crise energética”, com vista a acautelar “de imediato níveis mínimos nos postos de abastecimento, de forma a garantir o abastecimento de serviços essenciais, designadamente para forças e serviços de segurança, assim como emergência médica, proteção e socorro”. Assim se abriu caminho aos racionamentos nas bombas de gasolina, com alguns a limitarem o abastecimento a 15 litros e outros a permitirem a cada cliente apenas atestar o seu depósito. Outros ainda apenas autorizavam o abastecimento de viaturas de emergência e policiais.

O despacho conjunto dos dois ministros em abril determinava ainda a “convocação dos trabalhadores dos setores público e privado que estejam habilitados com carta de condução de veículos pesados com averbamento de todas as classes de ADR, designadamente os trabalhadores que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, bem como os demais agentes de proteção civil habilitados à condução de veículos pesados, salvaguardadas que estejam as condições de segurança das operação de trasfega”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt
Combustível

O mundo ao contrário

João Pires da Cruz
572

Se o seu depósito é mais importante do que aquilo que os pais deste bebé sentiram quando lhes disseram que o filho deles morreu instantes depois do nascimento, é porque tem o mundo ao contrário.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)