O presidente do Superior Tribunal Federal brasileiro (STF), Dias Toffoli, decidiu nesta quarta-feira por suspender a transferência do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva da sede da Superintendência da Polícia Federal na cidade de Curitiba para a prisão de Tremembé II, no estado de São Paulo, anunciou o mesmo presidente na sessão deste tribunal.

A transferência havia sido anunciada ainda nesta manhã pela juíza Carolina Lebbos, que atendeu um pedido da Polícia Federal do Paraná.

Relator do caso no STF, o ministro Edson Fachin começou por decretar seu voto, ao pedido apresentado pela defesa de Lula da Silva, como não favorável à transferência, o que a maioria dos outros órgãos acabou por seguir, resultando em 10 votos contra a transferência e um a favor, relata a agência de notícias brasileira EBC.

A decisão ainda está por ser votada pela Segunda Turma da Corte, colegiado responsável por julgar os casos da Operação Lava Jato.

A pena aplicada contra o antigo chefe de Estado brasileiro diz respeito a um caso julgado em três instâncias da justiça brasileira num processo da operação Lava Jato sobre a posse de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá alegadamente dado ao ex-Presidente como pagamento de suborno pela construtora OAS.

Segundo informações da imprensa local, a defesa do ex-Presidente discordou do pedido de transferência e defendeu que Lula da Silva deveria ser colocado numa unidade militar até ao julgamento de um pedido de liberdade provisória que está a ser analisado no Supremo Tribunal Federal.