O banco espanhol Abanca, o principal credor das empresas proprietárias dos centros comerciais Dolce Vita Ovar, Miraflores (Oeiras) e Central Park (Oeiras), tenta recuperar parte dos créditos de 50 milhões de euros com a venda destes três espaços por 15 milhões de euros, noticia o Jornal de Negócios. O Dolce Vita Ovar está à venda por 8,3 milhões de euros, o Miraflores por 5,4 milhões de euros e o Central Park por 1,5 milhões. Isto depois de, no final de 2018, os credores terem pedido a insolvência daquelas três sociedades.

O Dolce Vita Ovar, como lembra o Jornal de Negócios, foi inaugurado em 2007 com um investimento de 33 milhões de euros, mas está agora à venda por 8,3 milhões de euros. Isto apesar do Abanca reclamar créditos de 21,8 milhões de euros e da última avaliação ser de 15 milhões de euros. O Dolce Vita Miraflores foi o primeiro em Portugal (inaugurado em 2002) e está à venda por 5,4 milhões de euros, embora a Abanca reclame 22,7 milhões de euros de créditos. Por fim, o Central Park está à venda por 1,45 milhões, embora tenha sido avaliado em 5,5 milhões de euros, precisamente o valor reclamado pelo Abanca.

Os Dolce Vita têm sido praticamente todos alvos de processo de venda desde que a espanhola Chamartín — que tinha adquirido estes espaços ao grupo Amorim — faliu. O Dolce Vita Tejo, por exemplo, foi vendido em 2015 por 170 milhões de euros à Baupost e à Eurofund, que três anos depois o venderam por 230 milhões à Axa.