“Seja menino ou menina, é igual. Prefiro nem pensar; prefiro esperar para ver”. Fala assim Miguel Candeias, mentor e organizador do festival Douro Rock, sobre a atuação inédita dos Dead Combo com Jorge Palma na Régua este sábado. Os cabeça de cartaz já desde janeiro que estavam escolhidos, mas “faltava a cereja no topo de bolo”. Vão juntar-se entre os dois concertos em nome individual, para tocarem alguns temas em acústico.

A proposta aceitaram-na com entusiasmo e os ensaios já decorreram para as duas músicas, tocadas apenas com um piano e duas guitarras entre os dois concertos em nome individual, que juntam pela primeira vez em palco dois nomes sonantes da música portuguesa. Mas não estão sozinhos. Também os Mão Morta e os Keep Razors Sharp fazem a soar a música pela paisagem do Douro Vinhateiro, na Régua.

Hoje, sexta-feira, o festival começa com David Fonseca, que apresenta o último álbum “Radio Gemini”, os Clã, que voltam aos palcos desde o ano passado e apresentam em primeira mão temas do álbum a ser lançado em setembro, Dino D’ Santiago, “um fenómeno dos últimos tempos na música portuguesa”, para o organizador; e ainda Profjam, destacado para satisfazer as vontades das gerações mais novas.

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Os Clã voltam aos palcos, desde o ano passado, e apresentam temas do álbum a ser lançado em setembro.

Desde o nascimento, há quatro anos, que o Douro Rock se instala junto às piscinas da Régua, entre duas pontes, numa zona que é Património da Humanidade pela Unesco. Esta edição, garante Miguel Candeias, “é a melhor de sempre”. Vai manter-se o selo de festival de música 100% portuguesa e espera-se que represente uma alternativa no concorrido calendário de festivais em Portugal.

Não queremos ser concorrência dos festivais grandes. Nós somos um festival pequeno e é nesta gama que queremos continuar. Os festivais pequenos com razão de existir faz todo o sentido que existam.” Miguel Candeias, mentor e organizador do Douro Rock

O preço dos bilhetes mantém-se nos 15 euros pelos dois dias, 9 e 10 de agosto e dá acesso gratuito ao campismo e às piscinas da Régua. Na edição anterior, 14 mil pessoas aplaudiram os Xutos & Pontapés, os The Gift, The Legendary Tigerman, Samuel Úria, Frankie Chavez, The Twist Connection, Mishlawi e Kappa Jotta.

Para Miguel, este festival é também um legado que carrega desde os tempos em que tinha, na rádio dos anos 80, um programa sobre música portuguesa chamado “Portugal dos Pequeninos”. Também pequeno e sem grandes ambições de ascender “aos grandes”, o Douro Rock promete crescer e marcar pela “personalidade muito própria”. “Cada vez há mais? Há. Faz sentido existir? Faz”, resume.