Rádio Observador

Serviço Nacional de Saúde

Governo autoriza despesa até 150 milhões para construção do Hospital Central do Alentejo

Administração Regional de Saúde do Alentejo indicou que o novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, entrará em funcionamento até dezembro de 2023. 40 milhões são de fundos europeus.

Edifício ocupará uma área de 1,9 hectares e terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas

Getty Images

Uma resolução do Conselho de Ministros, publicada esta sexta-feira em Diário da República, autoriza a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo a realizar despesa, até 150 milhões de euros, com a construção do Hospital Central do Alentejo. Segundo a resolução, que foi aprovada na reunião do Conselho de Ministro de 25 de julho deste ano, a autorização refere-se à “despesa relativa à celebração do contrato de empreitada de obra pública para a construção do novo Hospital Central do Alentejo”.

O valor que a ARS do Alentejo está autorizada a gastar com o projeto ascende a pouco mais de 150 milhões de euros, a que “acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor”, que, neste caso, é de 23%. No dia em que o Governo deu “luz verde” para a realização de despesa, o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, previu, em declarações à Lusa, que o lançamento do concurso público internacional para a construção do novo hospital ocorra até ao final de setembro.

No mesmo dia, em comunicado, a ARS do Alentejo indicou que o novo Hospital Central do Alentejo, a construir em Évora, entrará em funcionamento até dezembro de 2023. A resolução do Conselho de Ministros determinou que os encargos com o projeto não podem exceder os cerca de oito milhões de euros, em 2020, os 67 milhões, em 2021, os mais de 56 milhões, em 2022, e os 18 milhões de euros, em 2023.

De acordo com o documento, “a importância fixada para cada ano” pode ser acrescida do saldo apurado no ano” anterior e “os encargos financeiros decorrentes da resolução são suportados por verbas inscritas e a inscrever no orçamento da ARS do Alentejo”.

O montante máximo fixado de 150 milhões de euros “é financiado em 40 milhões de euros por fundos europeus”, fixou a resolução, indicando que, com a entrada em funcionamento do novo hospital, o atual edifício do Hospital do Espírito Santo de Évora “deixa de estar afeto à sua atividade, devendo esta entidade fazer cessar todos os instrumentos jurídicos que sustentam a ocupação dos imóveis”.

O Hospital Central do Alentejo, que será construído na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas. A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Serviço Nacional de Saúde

SNS: Os Humanos

Fernando Leal da Costa

O Ministério não valoriza os seus melhores. Paradoxalmente, demoniza o recurso a todo o sistema, afunila a procura para um SNS saturado e, ao mesmo tempo, não valoriza os recursos humanos que tem.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)