A Direção dos Serviços Penitenciários de Moçambique disse que as autoridades tinham informações de um plano para uma evasão em massa na cadeia onde três reclusos morreram baleados após tumultos na terça-feira.

“Essa situação decorreu na sequência de uma informação de que a penitenciária tomou conhecimento, segundo a qual um grupo de detidos estava a preparar uma evasão em massa”, disse Jeremias Cumbe, diretor nacional dos Serviços Penitenciários, citado esta sexta-feira pelo diário O País.

Além dos três reclusos que foram baleados mortalmente na sequência dos tumultos, sete pessoas ficaram gravemente feridas.

Os confrontos iniciaram-se depois de um guarda prisional ter deixado cair uma granada de gás lacrimogéneo, durante uma revista de rotina, num dos pavilhões das celas da prisão, provocando a libertação de fumo e, segundo as autoridades, uma reação violenta por parte dos reclusos.

De acordo com Jeremias Cumbe, durante o trabalho dos guardas prisionais foram encontrados nas celas telemóveis e folhas de serra. “Ainda não se sabe como é que esses telemóveis estavam nas celas”, referiu o diretor nacional dos Serviços Penitenciários.

Os reclusos incendiaram escritórios e o posto de saúde da cadeia, obrigando à intervenção dos bombeiros, que conseguiram controlar as chamas. Os guardas prisionais e a UIR só conseguiram dominar a situação uma hora depois do início dos confrontos.

A Procuradoria Provincial vai abrir um inquérito para investigar o incidente. A cadeia, situada na província de Nampula, alberga mais de 1.700 reclusos.