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Hospitais

Maternidades de Lisboa com média de 30 partos por dia na primeira semana de agosto

As quatro maternidades de Lisboa realizaram na 1.ª semana de agosto uma média diária de 30 partos, menos 3 partos por dia em relação ao período homólogo, embora o número de urgências seja superior.

Altura esta que tem havido alertas sobre a insuficiência de meios nas maternidades da região Sul do país

PHILIPPE HUGUEN/AFP/Getty Images

As quatro maternidades de Lisboa realizaram na primeira semana de agosto uma média diária de 30 partos, ligeiramente abaixo do que aconteceu no ano passado, embora o número de urgências de obstetrícia e ginecologia tenha sido superior.

O balanço, feito a pedido da agência Lusa, é da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo e reporta-se ao período entre 1 e 7 de agosto, numa altura em que tem havido alertas sobre a insuficiência de meios nas maternidades da região Sul do país. Foram realizados 208 partos na Maternidade Alfredo da Costa, no hospital Santa Maria, no hospital São Francisco Xavier e no hospital Amadora-Sintra na primeira semana deste mês, o que dá uma média diária de 30 partos.

Comparando com a média diária do mês de agosto do ano passado, constata-se para já uma redução de três partos por dia.

Contudo, o número de urgências obstetrícias e ginecológicas (que incluem mulheres não grávidas) foi de 1.528 episódios na primeira semana de agosto, mais oito do que no mesmo período de 2018.

A ARS de Lisboa e Vale do Tejo reconhece a ocorrência de “constrangimentos pontuais” nas maternidades, mas vinca que o funcionamento em rede entre hospitais – com transferência de doentes quando necessário – é “uma realidade que acontece ao longo de todo o ano”.

“Claro que os meses de férias correspondem a períodos que implicam um maior esforço para garantir as escalas e o normal funcionamento de todas as maternidades da Grande Lisboa com segurança e qualidade. Daí estarmos em permanente diálogo com os hospitais de modo a mitigar possíveis constrangimentos”, referiu o presidente da ARS, Luís Pisco, na resposta enviada à Lusa.

O responsável reconhece ainda que há um problema de “envelhecimento dos profissionais médicos” que trabalham nas maternidades de Lisboa e sublinha que “há espaço para melhorar” no que respeita a uma contratação mais rápida de pessoal e a mecanismos que cativem os profissionais.

A ARS não faz contratações, embora apoie os hospitais na criação de condições para gerirem as escalas e também no processo de recrutamento.

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