A criação do Túnel do Bolhão, entre a Rua do Ateneu Comercial do Porto e a Rua de Alexandre Braga – passando sob a Rua Formosa – vai possibilitar o acesso direto ao piso subterrâneo de logística do Mercado do Bolhão quando este reabrir. Segundo anunciou esta sexta-feira a autarquia do Porto, a obra vai implicar o corte de trânsito da Rua Formosa por um período de 12 meses, sendo esta “uma infraestrutura essencial para o funcionamento do Mercado e também para a proteção da mobilidade na sua envolvente, já que absorverá o trânsito de veículos para abastecimento dos comerciantes”. O túnel permitirá ainda cargas e descargas diretas, sem transportes de alimentos pela rua a céu aberto.

A obra arranca a 20, mas os condicionamentos começam a partir de 13, altura em que serão introduzidas as primeiras alterações ao trânsito, designadamente mudanças de sentidos de circulação em algumas ruas envolventes, de modo a salvaguardar a acessibilidade ao transporte público e a todos os que efetivamente necessitem de aceder à zona afetada.

A primeira fase destas alterações consiste na inversão de sentido nas ruas da Firmeza, de Anselmo Braancamp e do Moreira. Também irão existir modificações na rede da STCP com a criação de duas novas paragens com abrigos. Estas vão substituir as que têm de ser suprimidas para respeitar a nova orientação da circulação. Serão assim desativadas duas paragens na Rua Formosa e passam a funcionar duas novas na Rua de Fernandes Tomás, que dizem respeito às linhas 301, 305, 401, 700, 800, 801, 7M e 8M.

Numa segunda fase, a partir de 20 de agosto, pode contar com o corte de trânsito automóvel e de peões na Rua Formosa, entre as ruas de Sá da Bandeira e Santa Catarina e a introdução de dois sentidos de trânsito na Rua de Fernandes Tomás. O sentido Poente/Nascente é autorizado a todos os veículos e o sentido Nascente/Poente é exclusivo a autocarros entre as ruas de D. João IV e Sá da Bandeira, sendo o acesso aos parques de estacionamento autorizado a partir da Rua da Alegria.

A empreitada do Túnel do Bolhão foi adjudicada por 4,4 milhões de euros e tem um prazo de execução de um ano, sendo que a gestão da mesma ficará entregue à empresa municipal de Gestão e Obras Públicas do Porto.