As forças do marechal Khalifa Haftar anunciaram este sábado que aceitam as tréguas temporárias pedidas pela ONU por ocasião da grande festa muçulmana do Eid al-Adha e que o Governo de Acordo Nacional disse estar pronto a respeitar, sob condições.

O marechal Haftar, homem forte do leste líbio, anunciou “a cessação de todas as operações militares nos subúrbios de Tripoli”, declarou o porta-voz do seu autoproclamado Exército Nacional Líbio (ENL), o general Ahmed al-Mesmari, numa conferência de imprensa em Benghazi (leste).

A trégua começou às 15h00 locais (14h00 em Lisboa) e “durará até às 15h00 de segunda-feira”, adiantou, precisando que a resposta do ENL a qualquer violação do cessar-fogo será “imediata e severa”. Algumas horas antes, o Governo de Acordo Nacional (GAN), apoiado pela ONU, indicou num comunicado “aceitar uma trégua humanitária para os dias da festa de Al-Adha” (Festa do Sacrifício), celebração religiosa que começa no domingo e decorre até terça-feira na Líbia.

O GAN impôs, no entanto, “quatro condições”, nomeadamente que a trégua inclua “todas as zonas de combate, com cessação dos disparos diretos e indiretos e de todo o movimento de tropas”, assim como “a interdição dos voos e sobrevoos de reconhecimento na totalidade do espaço aéreo e a descolagem de aviões das bases aéreas”.

As forças de Haftar estão envolvidas desde o início de abril numa ofensiva para conquistar a capital do país, Tripoli, controlada pelo GAN. Segundo um último balanço divulgado na sexta-feira pela Organização Mundial de Saúde, os combates já causaram 1.093 mortos e 5.752 feridos, bem como mais de 120.000 deslocados.