Cinco anos depois, o Sporting voltou a não ganhar na primeira jornada do Campeonato. E voltou a não ganhar num contexto muito particular, após os cinco golos sofridos pelo rival Benfica na Supertaça. Contas feitas, e olhando também para o que se foi passando ao longo da pré-temporada mesmo com equipas de menor dimensão, os leões ainda não venceram nenhum encontro na época de 2019/20 e continuam a sofrer pelo menos um golo em todos os compromissos, num início que já teve os primeiros sinais de descontentamento no Algarve, após a pesada derrota com os encarnados (algo que não se viu na Madeira).

“Foi mais um jogo duro porque acho que começámos bem. Aos 20 minutos recuperámos o jogo e marcámos. Dominámos até ao intervalo”, começou por referir Marcel Keizer, técnico dos leões, numa primeira abordagem ao jogo na flash interview da SportTV a propósito do golo madrugador sofrido na primeira incursão com perigo do Marítimo à baliza de Renan. “Opção inicial por Luiz Phellype? Temos dois grandes avançados. A ideia era colocar o Luiz para colocar alguma pressão na zona defensiva do Marítimo. Adaptação dos reforços? Os novos jogadores têm de se ajustar um bocadinho. Não é problema, porque é o início da época, mas têm de jogar melhor. Bruno Fernandes? Não temos de discutir a mentalidade dele, que mostrou é o que esperamos”, referiu.

O período do holandês nas entrevistas rápidas após o encontro foi assim mesmo, rápido. Ainda assim, o de Bruno Fernandes foi ainda mais supersónico: o médio e capitão verde e branco, que recebeu o prémio de Melhor do Jogo, agarrou no galardão, soltou apenas oito palavras e saiu. “Tem pouca importância, visto o resultado, mas agradeço”, comentou.

O ambiente depois do empate frente ao Marítimo voltou a não ser o melhor após o apito final de Tiago Martins e também Coates, autor do golo leonino após assistência de Bruno Fernandes, secundarizou o remate certeiro perto da meia hora. “Obviamente que queríamos ganhar. É um campo difícil e não começámos da melhor maneira. Temos de continuar a trabalhar. O golo não importa se a equipa não ganha. É como disse, é continuar a trabalhar para o que aí vem”, salientou.

Mais tarde, Marcel Keizer deu mais explicações sobre o resultado e falou até da postura no banco. “É um resultado desapontante. Penso que na primeira parte, até ao 1-0, jogámos bem. Depois disso sentimos o golo mas acabámos por criar oportunidades e empatar. A segunda parte não foi o nosso melhor período, com muitos passes errados, com os jogadores a lutar pela vitória… Não o conseguiram. Foi um jogo demasiado aberto e a vitória podia ter caído para qualquer um. Tentámos manter equilíbrio, tentando tudo o que podíamos para conseguir o segundo golo”, ressalvou, prosseguindo: “Muito calmo a ver o jogo? Estou a observar para ver o que posso fazer. Não posso gritar tudo aquilo que penso, isso não vai ajudar. Tento estar calmo e observar, vendo o que a equipa precisa. Sou sempre assim”. “O Sporting tem de jogar melhor todas as semanas para estar no topo”, rematou.

Mas a deslocação do Sporting acabou também por gerar mais um mal entendido fora dos relvados, neste caso mais num plano institucional. Este domingo, a imprensa madeirense deu conta da existência de um mal-estar entre o Núcleo do Sporting Leões da Madeira e o presidente do clube, Frederico Varandas, por não ter marcado presença num jantar organizado pelo grupo nem ter avisado que não iria comparecer. De acordo com o jornal Record, o encontro foi organizado por um secretário da direção do Núcleo, Varandas não terá sequer recebido nenhum convite e nem os líderes do Núcleo estiveram presentes.